REME - Revista Mineira de Enfermagem

ISSN (on-line): 2316-9389
ISSN (Versão Impressa): 1415-2762

QUALIS/CAPES: B1
Periodicidade Continuada

Enfermagem UFMG

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Volume: 18.3 DOI: http://www.dx.doi.org/10.5935/1415-2762.20140054

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Revisão Sistemática

Atividade lúdica como ferramenta para o cuidado de enfermagem às crianças hospitalizadas

Play as a tool in nursing care for hospitalized children

Kálya Yasmine Nunes de Lima1; Adriana Gonçalves de Barros1; Theo Duarte da Costa2; Viviane Euzébia Pereira Santos3; Allyne Fortes Vitor4; Ana Luisa Brandao de Carvalho Lira4

1. Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Norte-UFRN. Natal, RN - Brasil
2. Enfermeiro. Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem do Departamento de Enfermagem da UFRN. Natal, RN - Brasil
3. Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Adjunta do Departamento de Enfermagem da UFRN. Natal, RN - Brasil
4. Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Adjunta II do Departamento de Enfermagem da UFRN. Natal, RN - Brasil

Endereço para correspondência

Kálya Yasmine Nunes de Lima
E-mail: lima.yasmine@yahoo.com.br

Submetido em: 13/9/2013
Aprovado em: 13/8/2014

Resumo

Objetiva-se sintetizar o conhecimento produzido sobre as atividades lúdicas do enfermeiro como ferramenta para o cuidado de enfermagem a crianças hospitalizadas. Trata-se de uma revisão integrativa realizada nas bases de dados online Scopus, Pubmed, Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature (CINAHL), Cochrane e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS). Entre os 13 estudos analisados, o método mais empregado foi o ensaio clínico randomizado (46%). O boneco terapêutico foi o tipo de atividade lúdica mais utilizada (46%), seguido das atividades com brinquedos (30%). Quanto aos benefícios da atividade lúdica para a criança, observaram-se a redução de sentimentos negativos, redução das queixas de dor, náusea, ansiedade e sentimentos depressivos, bem como a melhora no processo de comunicação entre a equipe de enfermagem e a criança. Percebeu-se uma produção ainda incipiente sobre as atividades lúdicas utilizadas por enfermeiros no contexto da internação infantil. Ressalta-se que os benefícios estão intimamente ligados ao tipo de atividade que é utilizada. Contudo, faz-se necessária mais ênfase nessas influências para que os enfermeiros tomem conhecimento de como organizar melhor seu processo de trabalho.

Palavras-chave: Criança Hospitalizada; Ludoterapia; Enfermagem; Saúde da Criança; Cuidados de Enfermagem.

 

INTRODUÇÃO

A hospitalização implica modificações na rotina diária das crianças e suas famílias, trazendo transtornos para esta e afetando seu processo de ser e viver. Desse modo, a criança pode apresentar manifestações de insatisfação momentânea, regressões, diminuição no ritmo do desenvolvimento, desordens do sono e da alimentação, dependência, agressividade, apatia, estados depressivos, fobias, sentimentos de ansiedade, insegurança, medo e transtornos de comportamento em geral.1

Todavia, devido seu pensamento fantasioso e egocêntrico, a criança pode encarar a doença e/ou hospitalização como uma punição por mau comportamento ou algum erro. Nesse sentido, o lúdico configura-se como um meio pelo qual a criança poderá compreender sua realidade e adquirir novos conhecimentos, como também descobrir sua individualidade e melhor conviver com a situação imposta.2

Assim, no ambiente hospitalar, a atividade lúdica pode proporcionar a transformação do ambiente das enfermarias em um local prazeroso, no qual a criança consiga se adaptar mais facilmente.2 Ademais, as atividades lúdicas oportunizam à criança momentos de raciocínio, descoberta, persistência e perseverança, nos quais ela se torna capaz de se esforçar e ter paciência para não desistir frente aos problemas encontrados. Portanto, o brinquedo pode ser utilizado para recrear, estimular, socializar e também para cumprir sua função terapêutica.3

Destarte, o brinquedo terapêutico é algo estruturado que possibilita a minimização da ansiedade e angústia infantis causadas por experiências atípicas para a idade, sendo indicado sempre que a criança apresentar dificuldade de compreensão, não souber reagir em uma experiência difícil ou necessitar de preparação para procedimentos invasivos e/ou dolorosos.1

Nesse ensejo, a atividade lúdica pode constituir-se em um recurso facilitador para a intervenção de enfermagem. No entanto, devido à grande importância despendida ao atendimento da demanda e da necessidade fisiológica da criança, muitas vezes pouca ou nenhuma atenção é dada às questões psicológicas e sociais da criança.

Sendo assim, faz-se necessário que a equipe de enfermagem reconheça as peculiaridades, os benefícios proporcionados pelo brincar à criança, como também o desenvolvimento do seu trabalho, propiciando meios para a sua realização e incorporando-o de forma sistemática no cuidado diário prestado à criança hospitalizada.4

Frente ao exposto, o lúdico pode ser visto como uma ferramenta terapêutica capaz de promover a continuidade do desenvolvimento infantil, como também auxiliar a criança hospitalizada a melhor compreender esse momento específico em que vive. Desse modo, delimitam-se os seguintes questionamentos de pesquisa: quais atividades lúdicas o enfermeiro vem utilizando no cuidado a crianças hospitalizadas? Qual o benefício dessas atividades realizadas pelo enfermeiro para a criança? Qual a influência da atividade lúdica no processo de trabalho do enfermeiro? Assim, o presente estudo tem por objetivo sintetizar o conhecimento produzido sobre as atividades lúdicas do enfermeiro como ferramenta para o cuidado de enfermagem a crianças hospitalizadas.

 

MÉTODOS

O estudo caracteriza-se como uma revisão integrativa, que é um método que proporciona reunir e sintetizar resultados de pesquisas sobre um delimitado tema ou questão, com o objetivo de aprofundamento e integração do conhecimento e possível aplicabilidade dos estudos na prática.5,6

As estratégias de busca sobre a questão de pesquisa foram definidas em um protocolo de pesquisa, o qual norteou a construção do trabalho. As fases da revisão integrativa foram: definição do tema e da questão norteadora; critérios para a seleção dos estudos; definição das informações e categorização dos estudos; avaliação dos estudos; e, finalmente, a interpretação dos resultados e apresentação da revisão.6

A busca pelos estudos ocorreu no mês de maio de 2013. As bases de dados online consultadas foram Scopus, Pubmed, Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature (CINAHL), Cochrane e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS). Os descritores controlados utilizados e listados pelos descritores de Ciências da Saúde (DeCS) foram criança hospitalizada, atividades lúdicas e enfermagem e seus correspondentes no Mesh: child hospitalized, play therapy e nursing. Os descritores foram cruzados nessa mesma ordem e por meio do operador "e" e/ou "and".

Os critérios de inclusão consistiram em artigos científicos que respondessem pelo menos uma das questões norteadoras, que estivessem nas línguas portuguesa, espanhola ou inglesa, disponíveis na íntegra e gratuitamente nas bases de dados selecionadas. Optou-se pela exclusão de editais, cartas ao editor e opinião de especialistas. Não se levou em conta o período de publicação dos artigos, com o intuito de identificar o maior número possível deles.

Como estratégia para avaliação crítica dos estudos utilizou-se a proposta de Mendes Silveira e Galvão6, que consiste no emprego de um instrumento para sintetizar as informações pertinentes, sendo definidos e analisados o ano de publicação, o desenho metodológico, nível de evidência7, o tipo de atividade lúdica, o benefício da atividade para a criança e a influência da atividade lúdica no processo de trabalho do enfermeiro.

A amostra final constituiu-se de 13 artigos, dos quais nove estavam na scopus, dois na CINAHL, um na LILACS e um na Pubmed. Vale destacar que um artigo estava repetido na LILACS e Scopus e que na Cochrane havia seis estudos, contudo, nenhum estava disponível gratuitamente na íntegra.

 

RESULTADOS

Dos 13 estudos analisados, dois (15%) foram publicados entre 1989 e 1999, cinco (39%) no período de 2004 a 2008 e seis (46%) de 2008 a 2011. Um (7%) estudo era originário da Grã-Bretanha e dois (15%) dos Estados Unidos. Brasil e China publicaram cinco (39%) estudos cada um.

Quanto ao método empregado nos estudos, o mais utilizado foi o ensaio clínico randomizado, em seis (46%) artigos; o estudo descritivo qualitativo em cinco (39%) trabalhos; e o ensaio clínico não randomizado e o mixed métodos, em um cada (7%). Esses números conferem à amostra deste estudo um quantitativo de seis pesquisas que apresentam em seus resultados nível de evidência científica de número seis7, conforme visto na Tabela 1.

 

 

O boneco terapêutico foi o tipo de atividade lúdica mais utilizada, com seis (46%) estudos, seguido das atividades com brinquedos com quatro (30%) estudos. Os benefícios da atividade lúdica para a criança foram listados de forma concisa na Tabela 2:

 

 

Sobre a influência da aplicação da atividade lúdica no processo de trabalho do enfermeiro, apenas três (23%) artigos discorreram sobre o assunto e relataram que as atividades não requerem mais tempo do profissional nem atrapalham o seu trabalho se forem encaradas como parte do processo de cuidar dos enfermeiros nas unidades de internação pediátrica.16,18,19

 

DISCUSSÃO

Atividades lúdicas realizadas pelo enfermeiro

O cuidado de enfermagem à criança hospitalizada tem necessitado de esforços para amenizar os traumas advindos da permanência desses indivíduos no hospital. Nesse contexto, as atividades lúdicas são estratégias que possibilitam adequar o ambiente hospitalar às necessidades de uma criança.3

Essas atividades podem se utilizar de diversas estratégias e envolvem, geralmente, o ato de brincar, o qual é considerado essencial na interação entre a criança e o ambiente em que está inserida.

O teatro clown é um tipo de atividade lúdica e pode ser composto de profissionais que criam uma identidade e caracterização para um personagem que eles inventam e demonstram ser. Normalmente, utilizam nariz de palhaço, pandeiros, estetoscópios coloridos e maletas e as intervenções utilizadas vão desde a música, contação de histórias, mágicas até a dramatização. Para a aplicação dessa atividade os enfermeiros podem escolher dias específicos da semana. Em estudo que aplicou o teatro clown, acordou-se entre os profissionais que as atividades seriam desenvolvidas duas vezes por semana, sendo, portanto, integrada à rotina hospitalar.8

O círculo de leitura/contação de histórias, mencionado em dois estudos8,10 é ótima ferramenta para trabalhar aspectos da Psicologia infantil (imaginação, raciocínio, criatividade, etc.), transmitir valores (ética, amor, respeito, paz, cooperação, etc.), promover a cultura e disseminar informações.10 E de acordo com as pesquisas pode ser uma atividade realizada individualmente ou em grupo, acompanhada ou não de um profissional. Mas para sua realização faz-se necessário um local tranquilo e aconchegante para a criança, o qual pode ser uma brinquedoteca.

Outra atividade utilizada por enfermeiros é a terapia criativa com arte (CAT). Esta envolve três técnicas: musicoterapia, dança/movimento terapia e arteterapia, por meio de desenhos. Ela foi composta de seis sessões, sendo duas sessões para cada técnica. Cabe destacar que em pesquisa que utilizou essa modalidade lúdica, buscou-se o auxílio de um profissional licenciado em dança para comandar a fase da dança/movimento terapia.18

Utilizando aparelhos eletrônicos, surge uma nova modalidade de atividade lúdica, o playground virtual interativo, o qual faz uso de programa de computador (Playmotion®) para criar ambientes virtuais tais como praia, parques e locais para praticar esporte. A projeção do ambiente virtual transforma paredes comuns, pisos e tetos em playgrounds virtuais interativos e as crianças devem definir suas atitudes de acordo com o que é apresentado.17

Essa atividade pode ser aplicada individualmente, no entanto, maiores benefícios são evidenciados quando é realizada em grupos, geralmente de quatro crianças, e é utilizada cinco dias por semana, pelo período de 30 minutos.17 Nesse âmbito, é importante ressaltar que esse tipo de atividade lúdica não deve ser empregada para toda e qualquer criança. Para aquelas que estão em tratamento agressivo e que possuem doenças mais graves recomenda-se avaliação médica e de enfermagem para poder participar das atividades no playground virtual interativo.

O brincar de forma independente ou em grupo também é uma estratégia lúdica utilizada por enfermeiros. Nesse tipo de atividade, o profissional estimula a criança a brincar de forma livre, utilizando brinquedos, massinhas de modelar, figuras de revista, fantoches, entre outros13,19,20 constituindo-se, assim, em uma atividade puramente recreacional em que a presença do profissional não se faz obrigatória. Fica a critério dos profissionais do setor estabelecer local e horário para sua realização, no entanto, o que se observa é que, normalmente, ela é realizada no espaço denominado brinquedoteca e que se determina horários específicos para o funcionamento do local.

Por outro lado, embora todas essas atividades sejam aplicadas, evidencia-se que permanece a necessidade de explicações e demonstrações do que irá ocorrer à criança para que esta se sinta menos desconfortável com a internação e procedimentos realizados. Nesse contexto, o enfermeiro é visto como educador que, muitas vezes, necessita usar técnicas criativas que vão ao encontro das necessidades do público assistido.21

Em resposta a essas demandas, os enfermeiros vêm utilizando a estratégia do boneco terapêutico, o qual simula situações e exames para que a criança conheça os procedimentos a que será exposta.11,12,14-16,19 Há também a possibilidade de a própria criança simular os procedimentos no boneco terapêutico, como visto em estudo realizado em Hong Kong.14 Cabe, portanto, ao profissional estabelecer qual o melhor momento para utilizar essa estratégia.

Benefícios das atividades lúdicas para a criança

Existe consenso na literatura acerca da importância das atividades lúdicas, sendo recomendado que elas façam parte da assistência de enfermagem à criança hospitalizada, auxiliando-a a enfrentar as dificuldades, a dor e o estresse gerado por essa experiência.22

Tendo em vista que a criança necessita de mais atenção e cuidados e que qualquer desestruturação em sua faixa etária interfere na qualidade de vida e em seu pleno desenvolvimento, a inclusão das atividades lúdicas no processo de cuidar em Enfermagem Pediátrica pode contribuir para a minimização dos efeitos estressores da hospitalização e tornar a assistência prestada consideravelmente mais humanizada.3

Conforme os estudos analisados nesta pesquisa, verificou-se que a utilização de atividades lúdicas resultaram na redução de sentimentos negativos e das queixas de dor, náusea, ansiedade e sentimentos depressivos, bem como facilitaram o processo de comunicação entre a equipe de enfermagem e a criança. Além disso, os resultados dos estudos revelaram melhor adesão ao tratamento e um desenvolvimento físico, mental, emocional e social.12,14,15,17

Sendo assim, as atividades lúdicas tornam a hospitalização menos traumatizante e promovem a continuidade do desenvolvimento infantil, possibilitando o restabelecimento físico e emocional da criança. Destarte, o brincar pode ainda reduzir a tensão, a raiva, a frustração, o conflito e a ansiedade, configurando-se como atividade-meio entre a criança e o profissional.3

Desse modo, as atividades lúdicas para a criança hospitalizada são vistas como um instrumento terapêutico utilizado na promoção da continuidade do desenvolvimento infantil, como também no restabelecimento físico e emocional, tornando o processo de hospitalização menos traumatizante e concedendo melhores condições para a recuperação.

Influência da atividade lúdica no processo de trabalho do enfermeiro

A Enfermagem sempre trouxe a conduta de prestar cuidado aliado à arte, essência da profissão, buscando a partir dele oferecer dignidade e qualidade de vida por meio de uma assistência integral e humanizada.21

Quando o cuidado destina-se à criança, o profissional deve reconhecer que se trata de um público diferenciado e que, portanto, requer cuidados e intervenções peculiares à faixa etária. Nesse sentido, as atividades lúdicas são usadas pelos profissionais enfermeiros com o intuito de dinamizar o cuidado e torná-lo integral no ambiente hospitalar. Mas oferecer as condições básicas para um desenvolvimento saudável e bem-estar da criança em ambiente hospitalar nem sempre é uma tarefa fácil.21

Diante disso, registrou-se reduzido quantitativo de estudos que mostraram se há ou não influências da atividade lúdica no processo de trabalho do enfermeiro e se ela é negativa ou não. Em pesquisa que aplicou o boneco terapêutico16, os resultados demonstraram que a atividade é fácil de ser realizada e incorporada na assistência de enfermagem, se cumprida de forma planejada.

O uso de brinquedos, de acordo com investigação que avaliou a sua utilização19, pode ser trazido sistematicamente para as enfermarias e ser incorporado na prática clínica sem causar transtornos para a assistência. Pesquisa que usou atividades lúdicas virtuais, por meio de computador, também destacou que elas não requerem mais tempo do enfermeiro para sua aplicação. Entretanto, faz uma ressalva de que as atividades lúdicas só serão empregadas de forma assídua pelo enfermeiro quando este compreender que elas fazem parte do cuidado holístico de enfermagem, com a finalidade de aliviar o sofrimento psicológico das crianças internadas.17

Diante disso, apesar de existirem estudos que apliquem as atividades lúdicas e evidenciem os benefícios destas para a criança, pouco se tem discutido sobre como aplicá-las e quais as dificuldades. Assim, acredita-se que essas práticas serão mais bem incorporadas pelos enfermeiros quando mais pesquisas abordarem essas questões.

 

CONCLUSÃO

Isso posto, evidenciou-se uma produção ainda incipiente sobre as atividades lúdicas utilizadas por enfermeiros no cenário da internação infantil. Nota-se a necessidade de mais estudos com níveis de evidência mais elevados, com vistas a oferecer resultados mais fidedignos e que favoreçam a incorporação dessas práticas na assistência do enfermeiro.

Os tipos de atividades lúdicas utilizadas foram o teatro clown, CAT, playground virtual interativo, círculos de leitura/contação de histórias, sendo os mais frequentes brinquedos e brincadeiras e o boneco terapêutico.

Apurou-se que os benefícios estão intimamente ligados ao tipo de atividade que é utilizada, sendo os mais citados a redução dos sintomas de depressão, medo e ansiedade, melhora do processo comunicativo e adesão ao tratamento.

Sobre as influências da aplicação das atividades lúdicas no processo de trabalho do enfermeiro, constatou-se que estas podem ser incorporadas na assistência desse profissional sem causar danos ou atrasos nas suas demais atividades. Contudo, faz-se necessário que os estudos abordem com mais ênfase essas influências. Desta forma, os enfermeiros podem ter conhecimento daquilo que ele esteja oferecendo, de como oferecer e de como organizar seu processo de trabalho para que aplique essas atividades de forma contínua, fazendo parte do seu plano de cuidados e sem gerar transtornos para a prática desse profissional.

 

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