REME - Revista Mineira de Enfermagem

ISSN (on-line): 2316-9389
ISSN (Versão Impressa): 1415-2762

QUALIS/CAPES: B1
Periodicidade Continuada

Enfermagem UFMG

Busca Avançada

Volume: 17.4 DOI: http://www.dx.doi.org/10.5935/1415-2762.20130061

Voltar ao Sumário

Pesquisa

Enfermagem e saúde do trabalhador em instituição psiquiátrica*

Nursing and Employee health in a psychiatric institution*

Aline Cristina Pereira Monteiro1; Lívia Maria Leda da Cruz1; Ana Cláudia Pedrosa Dias2

1. Enfermeira. Lavras, MG - Brasil
2. Mestre em Enfermagem. Orientadora da Pesquisa. Professora do Departamento de Enfermagem da Universidade de Lavras - UNILAVRAS. Lavras, MG - Brasil

Endereço para correspondência

Lívia Maria Leda da Cruz
E-mail: livia-leda@hotmail.com

Submetido em: 20/06/2012
Aprovado em: 25/06/2013

Resumo

A Enfermagem é a profissão que apresenta o mais alto risco de tensão e adoecimento pelo desgaste e estresse decorrentes do cotidiano, podendo haver sofrimento psicológico no momento em que não se é capaz de adequar o estado psíquico-mental à relação física. Conduziu-se este estudo com o objetivo de identificar o que motivou os profissionais de enfermagem a atuarem em saúde mental e a conhecer os possíveis problemas que essa atividade provoca em sua saúde. Para a realização da pesquisa, foram entrevistados 10 profissionais da equipe de enfermagem que trabalham em saúde mental há mais de um ano em uma instituição psiquiátrica substitutiva do sul de Minas Gerais, mediante entrevista semiestruturada com questões norteadoras sobre a atuação da equipe de enfermagem. Foi utilizada a análise de conteúdo de Bardin como referencial metodológico e como referencial teórico utilizou-se a teoria de Margareth Newman. Por meio dos resultados obtidos percebeu-se que o ingresso na saúde mental se deu em razão da falta de opção para trabalhar em outras áreas ou pelo desemprego. O trabalho em saúde mental não interfere na saúde física e psíquica do trabalhador, sendo passível de satisfação e mudança de atitude. Concluiu-se que estudos dessa natureza podem contribuir para a reflexão da prática da equipe de enfermagem, com vistas à melhoria da assistência prestada ao indivíduo com transtorno mental, a partir da compreensão de que é necessário repensar os preconceitos que ainda existem em relação à saúde mental.

Palavras-chave: Saúde do Trabalhador; Saúde Mental; Enfermagem.

 

INTRODUÇÃO

A Enfermagem psiquiátrica ainda é vista pelos alunos de graduação com certa desconfiança, talvez por ainda ser uma área pouco conhecida por eles. À medida que essa disciplina ganha maior espaço e importância na matriz curricular dos cursos de Enfermagem é que os graduandos começam a se interessar pela área. Porém, ainda é notória a falta de conhecimento dos profissionais de enfermagem ao serem incorporados em instituições psiquiátricas. Por esse motivo, sentimos a necessidade de buscar um conhecimento mais amplo sobre esse processo, haja vista que também sentimos essa mesma dificuldade ao depararmos com estágios curriculares em saúde mental durante a graduação.

Acredita-se que a falta de preparo e de conhecimento do profissional de enfermagem, que no caso da saúde mental só é adquirido quando este é inserido na área, poderia causar efeitos negativos em sua saúde psíquica e/ou física, entre eles a pressão no trabalho, conflitos entre a equipe ou família, sobrecarga emocional, além de desconhecer seu papel na equipe de saúde, visto que, para às necessidades de seu paciente, deve ter clareza sobre suas funções perante o cargo que exerce.

Um profissional da saúde mental deve estar qualificado para desenvolver suas atividades com pacientes portadores de transtorno mental, pois a demanda desse paciente é variável de acordo com seu estado psíquico. E o profissional deve estar preparado para saber lidar com as intercorrências que podem ocorrer, pois a equipe de enfermagem pode tornar-se mais vulnerável a efeitos negativos do trabalho, devido à proximidade que precisa ter, tanto com o paciente quanto com sua família e a equipe de trabalho.

A Enfermagem é tida como a atuação com mais alto risco de tensão e adoecimento, pelo desgaste e estresse decorrentes do cotidiano. Pode haver sofrimento psicológico no momento em que não se é capaz de adequar o estado psíquico-mental à relação física.1

Diante dessa situação, surgiu o seguinte questionamento: atuar nessa área pode acarretar estresse excessivo e desgaste emocional nos profissionais, dificultando sua vida pessoal e o desempenho no trabalho?

Sendo assim, conduziu-se este estudo com o objetivo de identificar o que motivou os profissionais de enfermagem a atuarem em saúde mental e a conhecerem os possíveis problemas que essa atividade provoca em sua saúde.

Ao longo da história da Enfermagem, é notório que sua ação seja baseada em um ambiente terapêutico, portanto, a investigação do paciente acontece pelas intervenções médicas e esta ocorre de forma centrada. Isso explica por que a admissão do profissional de enfermagem não reúne qualificações mínimas para o cuidado ao paciente psiquiátrico e esses profissionais ainda têm dúvidas sobre o significado de seu papel profissional, pouco utilizando o julgamento clínico para realização das atividades de enfermagem. Essa deficiência pode intervir na qualidade da assistência prestada pela equipe e, consequentemente, afeta o profissional de enfermagem.2

A prática em saúde mental vem sendo adaptada de forma que a equipe multidisciplinar é inserida na assistência de enfermagem, propondo aos portadores de transtorno mental um trabalho coletivo e baseado em práticas sociais, ou seja, os instrumentos de intervenção utilizados há décadas pelas enfermeiras são usados com eficácia quando são construídos baseados em processo terapêutico multidisciplinar. Na realidade, a Enfermagem atua na saúde mental com o mesmo propósito do que lhe foi passado durante o processo de formação, não sendo inserido qualquer conhecimento técnico-científico ou até mesmo especialidade para atuar nesses pacientes.3

Baseado nesse contexto, este estudo justifica-se pela importância de proporcionar um conhecimento mais amplo sobre saúde do trabalhador de enfermagem da área de saúde mental, a fim de que os futuros profissionais que pretendem ingressar nessa área possam buscar mais conhecimento e qualificação.

Uma das diretrizes da atual política de saúde mental no país é estimular as práticas de ensino, pesquisa e extensão que possibilitem aos futuros profissionais novas posturas no processo saúde-doença em pacientes psíquicos. Com a funcionalidade dessa diretriz é possível acreditar que a mudança e a qualidade na assistência podem vir a trazer aos profissionais mais autonomia, potencializando a capacidade de ser saudável.4

 

METODOLOGIA

Foi utilizado método qualitativo que se refere à qualidade e à abordagem de questões complexas que são incapazes de serem quantificadas, pelo fato de se tratar de relatos vividos, experiências, contextos específicos e fenômenos ocorridos de indivíduos.5

Os estudos qualitativos devem fornecer a exata descrição dos fenômenos e dos fatos a serem estudados e a delimitação de técnicas, modelos e teorias que dão orientação à coleta de dados e ajudam na interpretação dos resultados.6

Foi realizada entrevista semiestruturada, que é um método usado na pesquisa de campo, em que o pesquisador procura respostas nas falas dos entrevistados por meio de um roteiro previamente estabelecido. É um meio de coletar dados sobre os fatos vivenciados pelos participantes.6

A realização da pesquisa obedeceu aos preceitos da Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde, ou seja, só foi iniciada após a assinatura no termo de autorização da instituição psiquiátrica substitutiva do sul de Minas Gerais e depois da aprovação do projeto pelo Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) do Centro Universitário de Lavras (UNILAVRAS).

A coleta de dados foi feita no período de agosto a novembro de 2011 com a equipe de enfermagem que atua em saúde mental por mais de um ano na instituição psiquiátrica substitutiva do sul de Minas Gerais, totalizando 10 profissionais. A entrevista foi na própria instituição em que os mesmos trabalham. Cada profissional pôde utilizar o tempo necessário e indeterminado para responder às perguntas, entretanto, não houve comprometimento na sua atuação, podendo se retirar durante a entrevista diante de um imprevisto.

O conteúdo da entrevista foi registrado em mp4 e transcrito na íntegra, garantindo o completo sigilo das informações. Manteve o anonimato dos participantes, bem como o direito de desistir de participar deste estudo a qualquer momento, mesmo após ter assinado o termo de consentimento livre e esclarecido, sem prejuízos morais ou penalizações.

As entrevistas foram coletadas até que se obtivesse a saturação das respostas, ou seja, a partir do momento em que as falas começaram a se repetir, quando se deu por concluída a referida etapa.

Os entrevistados foram identificados com nomes de teoristas de enfermagem, sendo garantida a privacidade quanto à sua identidade, e o material foi utilizado somente pelas pesquisadoras e orientadora com a intenção da pesquisa e para publicações científicas.

Foram incluídos na pesquisa as enfermeiras, técnicos e auxiliares de enfermagem que trabalham em uma instituição psiquiátrica substitutiva do sul de Minas Gerais por no mínimo um ano, que quiseram participar e estavam de acordo com o estudo. Foram excluídos aqueles que não quiseram participar, que estavam de férias, afastados de suas funções ou que trabalham por menos de um ano na instituição.

A apresentação dos dados foi com base na análise de conteúdo de Bardin, que é utilizada como um instrumento de diagnóstico em que a mensagem que o entrevistador transmite é passiva de interferências específicas ou interpretações sobre o comportamento do locutor. A análise de conteúdo pode ser um conceito dos significados ou dos significantes.7

Como referencial teórico optou-se pela Teorista de Enfermagem de Margareth Newman, que escolheu a saúde como um foco. Considerava a doença um aspecto significativo da saúde e acreditava que a saúde necessitava de melhor definição.8

Newman recomenda que, apesar das circunstâncias muitas vezes levar a experiências diferentes das que se gostaria de ter vivido, deve-se aceitá-las como fonte de novos conhecimentos.8 Essas experiências levam a ter condições de reagir a situações estressantes e ajudam a identificar o quanto esse estresse pode ser incapacitante, pois quanto maior o poder que uma pessoa tem de enfrentar as dificuldades, menores serão os efeitos que o estresse pode causar.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Após coletar os dados por meio das entrevistas, seguiram-se a leitura e interpretação do mesmo. Para que se tenha uma síntese do perfil dos participantes deste estudo, é importante ressaltar alguns dados referentes à atuação, idade, sexo e tempo em que atuam na saúde mental.

Foram entrevistados 10 profissionais que compõem a equipe de enfermagem, sendo que duas são enfermeiras, três técnicos em enfermagem e cinco auxiliares de enfermagem. Quanto à idade, variou de 29 a 49 anos, sendo que sete são do sexo feminino e três do masculino. De acordo com o tempo de atuação, ficou estabelecido menor tempo um ano e maior tempo oito anos. Os entrevistados foram identificados com nomes de teoristas de enfermagem, sendo garantida a privacidade quanto à identidade dos mesmos.

Ingresso e qualificação da equipe de enfermagem em saúde mental

O ingresso do profissional de enfermagem em saúde mental geralmente ocorre apenas com o conhecimento adquirido no processo de formação, quando o ideal seria que eles tivessem preparo e treinamento formal de que essa especialidade necessita.9

Foi possível inferir também, com base no mesmo estudo, que o que levou esses profissionais a ingressarem na saúde mental foi a falta de opção no mercado de trabalho, submetendo-se a papéis indefinidos, a condições degradantes e a jornada de trabalho extensa. Com isso, consequentemente, ficam submetidos a salários baixos, sendo obrigados a procurar uma segunda opção e expor-se a dupla jornada de trabalho.9

A pesquisa realizada mostra que os entrevistados ingressaram na saúde mental por falta de opção.

Eu não fiz escolha, eu não escolhi, ah! Eu quero trabalhar na saúde mental [...] eu fui pedir emprego na prefeitura e o que tinha disponível pra mim era a saúde mental [...] eu vim no escuro mesmo [...].(Henderson).

Apenas dois entrevistados relataram interesse em atuar em saúde mental:

A vontade de trabalhar, a curiosidade, porque eu sempre trabalhei em áreas clínicas, em hospital, mas na saúde mental não [...] (Lydia).

Quando eu me formei o meu estágio foi no Paulo Meniccuci, desde quando cheguei no Paulo Menicucci achei os pacientes muito carente muito sofrido, panhei amor neles, depois vim aqui [...] (Newman).

Como já discutido anteriormente, alguns profissionais que hoje atuam na área de saúde mental entraram sem um interesse específico pela área. No entanto, ainda encontramos profissionais que gostam dessa área, mesmo antes de conhecê-la na prática clínica. Conforme esses dois entrevistados, a vontade de atuar na saúde mental veio mesmo antes de iniciar a vida profissional ou mesmo após anos em outras áreas, culminando com o ingresso na área de saúde mental.

Portanto, o conteúdo teórico e prático da graduação10 não é suficiente para a prática em saúde mental, tampouco para servir de estímulo para um aprimoramento, sendo necessária a procura por uma especialização e complemento para sua formação. Talvez isso seja uma explicação para a falta de interesse da maioria dos profissionais pela área de saúde mental.

A definição de Enfermagem, segundo Margareth Newman, é o cuidado na experiência da saúde humana. Acredita-se que o processo de cuidar é um dever moral para a Enfermagem, ou seja, é algo que pode ser transformado por todos de maneira clara e vulnerável, no entanto, em razão dessa vulnerabilidade corre-se o risco de ser afetado.8

Para tanto, faz-se necessário que o profissional de enfermagem saiba qual seu papel e de sua equipe relacionado à assistência aos portadores de transtorno mental.11 O enfermeiro deve orientar seus pacientes sobre o tipo de assistência que lhe será prestada, administrar as medicações prescritas, observar a evolução clínica do paciente, coordenar sua equipe quanto à assistência prestada, realizar periodicamente educação continuada com a equipe multidisciplinar, controlar os psicofármacos, executar consultas de enfermagem, acompanhar internações e altas dos clientes e, principalmente, participar das atividades de integração do paciente com a comunidade.

No cargo do técnico e auxiliar de enfermagem, o profissional tem como função receber as pessoas que procuram o serviço e agendar para os profissionais; administrar medicações de acordo com as prescrições, quando solicitadas; auxiliar em serviços internos, quando necessário; expor os trabalhos realizados pelos grupos, vendê-los e receber encomendas; ajudar quanto à orientação da família; verificar prontuários e efetuar registro diariamente, sempre que necessário.11

É possível perceber na fala a seguir que os profissionais não possuíam experiências relacionadas à saúde mental.

Eu fui convidada pra tá vindo, né? Trabalhar aqui [...] eu nunca tinha tido experiência com saúde mental (Callista).

No entanto, deve-se ter consciência de que a instituição de ensino superior e técnico representa apenas o caminho inicial no processo de formação e que não se pode acusar apenas as instituições por esse despreparo, é necessária a utilização de estratégias e fontes disponíveis para buscar o conhecimento relevante para enfrentar uma nova situação.12

Observa-se que os profissionais saíram de outras áreas de atuação de enfermagem para trabalhar na saúde mental.

Pra mim foi uma experiência nova porque eu trabalhava num posto de saúde [...] na época que foi abrir a instituição, falei pra coordenadora que eu gostaria de mudar [...] (Orem).

Esse relato mostra que na instituição atuavam pessoas que não eram da área de saúde, porém, por meio da vivência com os pacientes houve necessidade de aperfeiçoar e adquirir conhecimento mediante curso técnico. Ressalta, também, que além do conhecimento adquirido houve mais segurança relacionada ao cargo que atualmente exerce.

Assim, eu recebi uma proposta pra trabalhar, quando eu comecei a trabalhar, eu não comecei a trabalhar como técnica de enfermagem aí aqui você vê cada caso, né? [...] eu resolvi fazer o técnico de enfermagem pra firmar mais (Martha).

Após ingressarem na saúde mental, torna-se imprescindível que os profissionais incluam qualificação em seu trabalho, pois vivemos numa sociedade em que o capitalismo prevalece e há mais exigência no quesito de qualificação, ou seja, ter capacidade de mostrar o melhor para competir no mercado de trabalho, não devendo deixar de lado o ser humano que existe em cada trabalhador. Uma instituição de saúde13 precisa de funcionários com bom nível educacional, formação profissional, bem como qualificação cada vez melhor, buscando inovações e qualidade na assistência prestada.

A educação continuada é importante não apenas para capacitar uma pessoa para ocasionais mudanças requeridas pela instituição, mas também para questões relacionadas à sociedade.14 Essa capacitação está diretamente ligada ao profissional, ou seja, é um processo desvinculado da instituição, realizado de forma periódica, como aprimoramento do saber científico, em especial a área de Enfermagem, pois é por meio desse conhecimento adquirido que irá contribuir para a elevação dos padrões profissionais de sua prática diária relacionado ao atendimento das exigências institucionais.

Observa-se no presente estudo que os profissionais buscam qualificação na própria instituição, sendo realizada educação continuada mediante reuniões semanais. A resposta a seguir demonstra esse fato:

[...] depois que eu entrei, aí a gente faz, tipo aulas pra conhecimento das doenças, das próprias crises, do comportamento, de como agente lidar, né? [...] saber se é crise mesmo da doença ou se é alguma histeria, se é uma depressão e isso tudo agente aprendeu aqui (Peplau).

A formação ou capacitação na saúde mental deve ser voltada para a reinserção social do portador de transtorno mental com conceitos antimanicomiais, que devem ser buscados pelos gestores, instituições de ensino e pelos próprios profissionais de saúde.15

Apesar da importância da equipe de enfermagem ter conhecimento prévio do que é o trabalho em saúde mental, foi possível observar que apenas dois entrevistados passaram por esse processo de capacitação antes de trabalhar na instituição psiquiátrica.

Sim, passamos, nós tivemos um encontro em Belo Horizonte, sabe? [...] tivemos uma preparação de mais ou menos dois meses lá pra depois agente começar aqui [...] (Orem).

[...] eu tive o privilégio de conviver com o serviço de saúde mental em Barbacena no qual, assim, eu acho bastante proveitoso pra quem tem a oportunidade de ir e conhecer, porque a situação deles lá é muito bem detalhada, com pontos bem positivos, a evolução do paciente portador de sofrimento mental pra reinserção na sociedade é muito grande (Ida).

Quando um enfermeiro generalista vai trabalhar em uma instituição psiquiátrica, surpreende-se com a falta de conhecimento específico, o que dificulta seu ajustamento imediato na área, e mesmo tendo em vista um conhecimento limitado, esses profissionais se esforçam para conseguir integrar-se à equipe.16

A busca do aperfeiçoamento deve ser baseada nas reais necessidades de acompanhar a evolução do conhecimento.17 A responsabilidade do enfermeiro pelo seu processo de atualização constante tem de ser estimulada e valorizada. O ideal seria o desenvolvimento de uma responsabilidade compartilhada entre enfermeiro e instituição.

Os relatos mostram que alguns profissionais não tinham conhecimento antes de trabalhar na saúde mental e aprendem com a rotina do serviço.

[...] assim, o preparo vem do dia-a-dia, cada dia você vê uma coisa (Martha).

[...] eu não tinha experiência nenhuma e vim pra cá e tô aqui até hoje (Orem).

O aprimoramento teórico e prático proporciona ao profissional de enfermagem uma abordagem mais profunda juntamente com o portador de transtorno mental, a equipe multiprofissional e de enfermagem e mais prioritariamente o envolvimento cliente e sociedade, proporcionando um bem-estar pessoal do profissional. Com isso, descarta a possibilidade de problemas em sua saúde psíquica.18

Avaliando a sua saúde

Vem aumentando o número de registro de doenças relacionadas ao trabalho, o que leva os pesquisadores a terem interesse em abranger cada vez mais esse assunto. As instituições exigem dos trabalhadores mais produtividade, o que revela um ambiente de trabalho extremamente competitivo, exigindo do profissional atenção a mudanças e adaptações de acordo com o que manda as instituições. Nesse contexto, o transtorno mental e do comportamento relacionado ao trabalho vem se tornando real a cada ano.19

O desenvolvimento de um novo modelo de saúde e a introdução do processo saúde-doença como um único objeto de relacionamento é de suma importância para a Enfermagem, segundo Margareth Newman, pois mostra que não há necessidade de se mudar o que de fato já existe, mas sim entender o que isso representa em seu relacionamento pessoal à medida que se é descoberto.8

No entanto, o transtorno mental e do comportamento só é presente a partir do momento em que o trabalhador esteja desmotivado pelo seu trabalho, que não faz aquilo que gosta e, consequentemente, não sente prazer no trabalho.19

É possível demonstrar na pesquisa realizada que os profissionais consideram-se saudáveis para exercer suas funções. Relatam, ainda, que a saúde a que se referem é tanto física como psíquica.

Em termos, em referência à minha saúde psico, tô ótima, não me atrapalha nada trabalhar com eles, pelo contrário, às vezes é, te motiva (Ida).

É compreensível o estresse que o profissional de enfermagem pode adquirir no seu cotidiano profissional, pois se trata de uma profissão que exige muito controle emocional, pela relação existente entre paciente e enfermeiro.20 O relato enfatiza essa questão:

Hoje eu posso dizer que tô bem [...] já tive crises porque eu sou uma pessoa, sou hipertensa [...] não sei se foi também o começo do meu trabalho aqui que me afetou assim nessa parte, que eu fui ficando muito preocupada, não conhecia o trabalho [...], mas hoje tá tudo assim, tá tudo sob controle, eu acho que hoje tá bem (Orem).

O trabalho em saúde tem como principal objetivo a promoção de saúde dos indivíduos, suas famílias e comunidade, possibilitando que esse processo esteja diretamente ligado à saúde mental do trabalhador. Assim, o trabalho não é, por si só, fator de adoecimento, mas determinadas condições de trabalho e seus âmbitos podem causar prazer ou desgaste no trabalhador e, dependendo da forma como o trabalho é realizado, pode ser fonte de satisfação pessoal e profissional.21

Avaliando o trabalho e percebendo a satisfação em atuar em saúde mental

A Enfermagem psiquiátrica já era definida como um processo interpessoal em que o profissional de enfermagem assiste o indivíduo, a família e a comunidade na promoção da saúde mental e na prevenção da doença, ajudando-os a enfrentar as experiências do transtorno mental e, sempre que necessário, a encontrar um significado para isso.22

Margareth Newman descreve que para haver bom relacionamento interpessoal a pessoa necessita estar em equilíbrio com ela mesma. Quanto mais conhecermos a nós mesmos, mais claramente expressaremos nossos sentimentos para com os outros e passamos a entender melhor o próximo.8

De acordo com as respostas na pesquisa verificou-se que há uma relação de trocas entre enfermeira e paciente, sendo possível se concretizarem a assistência prestada e a satisfação profissional.

Eu acho que o que eu faço aqui eu faço bem, tem os nossos pacientes que eu gosto deles e eles gostam de mim, me aceitam, hoje eu me considero assim realizada. Então é uma coisa que eu não escolhi pra fazer, mas eu não trocaria [...] hoje eu escolheria atuar na saúde mental (Peplau).

A satisfação com o trabalho é elaborada a partir da avaliação dos trabalhadores em relação ao ambiente em que trabalham. São relevantes a interação entre trabalhadores da mesma área, o conteúdo do trabalho, as habilidades que o trabalhador desempenha, a organização por parte dos coordenadores, as necessidades dos indivíduos e a cultura. Além disso, as causas pessoais fora do trabalho podem, por meio de percepções e experiências, influenciar a saúde, o desempenho e a satisfação do trabalhador.13

As respostas a seguir mostram a satisfação que a equipe de enfermagem pesquisada possui ao trabalhar em saúde mental.

[...] gosto de poder ajudar as pessoas, então foi o que me ajudou a querer entrar nessa área, eu gosto da saúde mental (Martha).

[...] eu vim, chequei e me apaixonei pela saúde mental [...] Psiquiatria eu nunca tinha trabalhado [...] (Ida).

As falas a seguir mostram que é possível o trabalho em saúde mental se tornar cada vez mais presente na vida de um profissional, a ponto de encontrar, além de um trabalho prazeroso, uma satisfação.

[...] eu sinto prazeroso o que eu faço aqui [...] porque eu me encontrei, assim, eu achei um perfil pra minha profissão aqui dentro (Ida).

A experiência que eu tinha, que eu tive, que eu adquiri aqui dentro é incrível, muito assim, muito satisfatório (Orem).

Quando o profissional de enfermagem trabalha com saúde mental deve romper seus próprios preconceitos, pois as pessoas relacionam os portadores de transtorno mental a possível agressão, ao medo e também ao manicômio. É necessário que ocorra o desprendimento dessa imagem para desempenhar um trabalho satisfatório em benefício dos pacientes e de seus familiares.20

Por meio do estudo realizado, essas atitudes estão em processo de mudança, como se pode perceber nas respostas a seguir:

[...] acho eles muito sinceros, gosto muito deles, do jeitinho deles, não é nada daquilo que as pessoas falam, que eles são agressivos, que eles são assim, que eles não reconhecem, que eles não sabem onde que tá, nem como são (Ida).

Pelo trabalho em saúde mental ser em equipe, é necessário se pensar no cuidado não apenas ao paciente, mas ao profissional que o cuida. Um fator que pode contribuir para melhorar a qualidade de vida do trabalhador é proporcionar satisfação, reconhecimento e, consequentemente, repercutindo em resultados positivos nas atividades realizadas. Em contrapartida, quando em sofrimento, esse profissional não terá competência para entender o sofrimento do outro, repercutindo de forma negativa no cuidado em saúde, podendo levá-lo a uma tensão.21

Percebendo a vivência do profissional em saúde mental

O lazer é fundamental na vida do ser humano, independentemente da profissão em que trabalha, e possui três funções principais, que são a do descanso, divertimento e desenvolvimento de personalidade.23,24

O descanso ajuda a melhorar o desgaste físico e mental que podem ser provocados pelas obrigações que se tem no dia-a-dia com o trabalho. O divertimento está relacionado às escolhas de lazer que o profissional faz quando está fora do ambiente de trabalho e, por último, o desenvolvimento da personalidade se concretiza quando o profissional pode pensar e agir de acordo com sua vontade sem que haja interferência de outras pessoas.24

Quando se fala em trabalho, o mesmo autor cita que o lazer auxilia no nível de saúde mental dos profissionais de enfermagem, pois aliviam as tensões, o cansaço excessivo e os fatores estressores no trabalho.

Na resposta a seguir obtiveram-se várias formas de lazer que os profissionais utilizam como um meio de ajuda para desempenhar sua função.

Uso, é bom usar, né? Leitura, leitura é muito bom [...] com eles mesmo eu aprendia a sair da rotina daqui, fazendo tearzinho de fazer cachecol, eu tenho um lá em casa que eu ganhei, então lá mesmo eu fico, esqueço dos problemas, das coisas do serviço, serviço é só no outro dia (Dorothy).

Constatou-se que os entrevistados gostam do seu trabalho, apesar de assumirem que se trata de um serviço estressante no começo e que passaram a utilizar métodos de lazer ou até atividade física para aliviar as tensões que o trabalho provoca.

Não usava, tanto que quando eu comecei a trabalhar aqui eu fiquei muito nervosa, muito estressada, eu não sabia o que tava acontecendo comigo, porque mexeu muito com minha cabeça [...] aí eu comecei a fazer atividade física e hoje eu faço boxe, daí eu vou dando uns murros lá e vô desestressando (Peplau).

No Brasil, a qualidade de vida no trabalho já vem sendo discutida nos últimos anos vinculada a motivação, satisfação, saúde e segurança,25 devendo-se envolver novas formas de trabalho juntamente com a tecnologia.

O trabalho não deve ser visto apenas como uma atividade profissional, pois nele há convívio com outras pessoas, tanto do meio interno como externo, que interfere diretamente na sua vida pessoal, pois interfere em seu ambiente social e doméstico, estabelecendo a qualidade de suas relações individuais. Esse convívio diário é o que pode expressar de forma clara o que traz ao trabalhador momentos satisfatórios e também os elementos causadores de sofrimento que o trabalho expressa.26

A próxima fala demonstra que o trabalho na saúde mental muda a percepção que os profissionais tinham do que é um portador de transtorno mental.

Ah, senti, senti, ah, pra mim foi uma mudança muito grande, sabe? Eu não tinha conhecimento que a gente tinha tantos casos de doença mental [...] depois que eu vim trabalhar aqui que eu vim ter consciência de quantas pessoas realmente precisam desse tratamento (Orem).

No que se refere aos profissionais de enfermagem, a falta de habilidade ou o desconhecimento pela área atuante pode levar a tensões muito fortes, persistentes e inesperadas, que podem fazer com que a assistência seja inadequada. O profissional pode se sentir desmotivado no desempenho de suas tarefas e nas próprias relações interpessoais.9 O aumento excessivo do estresse na vida de uma pessoa pode dificultar a sua capacidade de desempenho. Isso foi assim explicitado na resposta a seguir.

[...] no começo muito, eu ficava muito nervosa, mexeu muito comigo, eu ficava muito estressada, meu sono ficou agitado, então, no começo foi muito difícil, eu queria sair, inclusive, não aguento aquilo lá, mas hoje, não mais (Peplau).

A cada dia que passa, o trabalho passa a ser na vida das pessoas cada vez mais significativo, uma espécie de identidade, podendo ser definido tanto como uma fonte de prazer e bem-estar, como ser um desencadeante de estresse e/ou problemas de saúde. Esse processo de trabalho exige do indivíduo disciplina e responsabilidade para o sucesso de sua finalidade, sendo realizado de forma prazerosa de acordo com a forma em que é desenvolvido para que não ocorram mudanças negativas em sua vida.21

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

As instituições de saúde poucas vezes se preocupam em fazer um levantamento das áreas de interesse de seus trabalhadores antes que o mesmo seja inserido em determinado setor. Por esse motivo, o profissional acaba passando pelo processo de adaptação de forma natural, pois precisa se adequar ao serviço. Caso não ocorra adequada adaptação, o profissional passa a entrar em conflito com o seu trabalho, podendo causar sofrimento.

Seguindo o objetivo deste estudo, foi possível identificar como ocorreu o ingresso dos profissionais da equipe de enfermagem na saúde mental. Constatou-se, por meio das falas dos entrevistados, que foi em razão da falta de opção para atuar em outras áreas e pelo desemprego.

Diante do exposto, foi possível detectar nos profissionais entrevistados que, apesar de não terem tido esse processo de levantamento das áreas de interesse, os mesmos se adaptaram ao seu trabalho e permanecem satisfeitos com suas funções, porém essa realidade poderia ser diferente caso a pesquisa fosse realizada em outras instituições psiquiátricas e não somente na substitutiva dessa região. Estes referiram, também, que não se faz necessário acompanhamento psicológico, pois segundo as entrevistas a maioria dos sujeitos não se sentiu por algum momento afetado pelo trabalho na saúde mental.

É importante ressaltar que, mediante os estudos realizados anteriormente, são comprovados os resultados de que o trabalhador satisfeito com o local e tipo de trabalho que executa tem melhor desempenho. Ou seja, quanto mais harmoniosa for a relação do homem com o seu trabalho, melhor será a sua saúde psíquica. E os achados revelaram que o efeito desse ato em saúde mental não interfere na saúde do trabalhador.

Este estudo mostrou uma população predominantemente feminina, com tempo razoável de no mínimo um ano de serviço na área e carga horária de 30 horas semanais para a equipe de enfermagem que trabalha na instituição. Indicou também que, depois de concluído o curso de Enfermagem, a maioria dos sujeitos estudados não procurou por cursos de especialização e atualização. Além disso, adquirem conhecimento sobre a área no próprio ambiente de trabalho, isto é, no seu cotidiano, por meio de educações continuadas realizadas semanalmente com a equipe de enfermagem e com a equipe multiprofissional.

Enfatiza-se que existem poucos cursos de especialização em Enfermagem psiquiátrica e saúde mental atualmente na região do estudo. Os diferentes serviços que oferecem assistência ao portador de transtorno mental no Brasil precisam de profissionais com conhecimento que possa ser traduzido na sua produtividade.

Além disso, deve-se sublinhar que há dificuldade em encontrar trabalhos científicos na área de saúde do trabalhador de enfermagem em razão da falta de artigos publicados referentes à saúde do trabalhador de enfermagem que atua em saúde mental.

Apesar de a literatura citar que o trabalho na área é desgastante, que pode causar efeitos adversos na saúde e que a carga horária é excessiva, não foi a realidade vivenciada em nossa pesquisa, pois todos os sujeitos declararam satisfação com o trabalho.

Concluiu-se que pesquisas dessa natureza podem contribuir para a reflexão da prática da equipe de enfermagem, com vistas à melhoria da assistência prestada ao indivíduo com transtorno mental, a partir da compreensão de que se faz necessário repensar os preconceitos que ainda existem na saúde mental.

 

REFERÊNCIAS

1. Magnago TSBS. Condições de trabalho de profissionais da enfermagem: a avaliação baseada no modelo demanda controle. Acta Paul Enferm. 2010;23:811-7.

2. Tavares CMM. A educação permanente da equipe de enfermagem para o cuidado nos serviços de saúde mental. Texto Contexto Enferm. 2006;15:287-95.

3. Campos CMS, Barros S. Reflexões sobre o processo de cuidar da Enfermagem em Saúde Mental. Rev Esc Enferm USP. 2000;34:271-6.

4. Barros S.Tentativas inovadoras na prática de ensino e assistência na área de saúde mental. Rev Esc Enferm USP. 1999;33(2):192-9.

5. Polit DF, Hungler BP. Fundamentos de pesquisa em enfermagem. 5ª ed. Porto Alegre: Artmed; 1995. 487 p.

6. Triviños SNA. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 2008. 175p.

7. Bardin L. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70; 1977. 229 p.

8. George JB. Teorias de enfermagem: os fundamentos a pratica profissional. Porto Alegre: Artmed; 2000. 375 p.

9. Vianey EL, Brasileiro ME. Saúde do trabalhador: condições de trabalho do pessoal de enfermagem em hospital psiquiátrico. Rev Bras Enferm. 2003;56:555-7.

10. Fernandes JD. Ensino da Enfermagem psiquiátrica/saúde mental: sua interface com a Reforma Psiquiátrica e diretrizes curriculares nacionais. Rev Esc Enferm USP. 2009;43:962-8.

11. Serrano A. Tipos de unidades da rede de saúde mental aplicáveis ao plano estadual de saúde mental de Santa Catarina [dissertação]. Florianópolis: Univali; 2004. 47f.

12. Silveira MR, Alves MO. Enfermeiro na equipe de saúde mental: o caso dos CERSAMS de Belo Horizonte. Rev Latinoam Enferm. 2003;11:645-51.

13. Cecagno D, Cecagno S, Siqueira HCH. Trabalhador de enfermagem: agente colaborador no cumprimento da missão institucional. Rev Bras Enferm. 2005;58:22-6.

14. Mendes TH, Castro RCBR. Conhecimento do Enfermeiro e seu papel em psiquiatria. Rev Enferm UNISA. 2005;6:94-8.

15. Rézio LA, Oliveira AGB. Equipes e condições de trabalho nos centros de atenção psicossocial em Mato Grosso. Esc Anna Nery Rev Enferm. 2010;14:346-54.

16. Girade MG, Cruz EMNT, Stefanelli MC. Educação continuada em enfermagem psiquiátrica: reflexão sobre conceitos. Rev Esc Enferm USP. 2006;40:105-10.

17. Guimarães JMX. (In)satisfação com o trabalho em saúde mental: um estudo em Centros de Atenção Psicossocial. Ciênc Saúde Coletiva. 2011;16:2145-54.

18. Souza MCBM, Alencastre MB. A formação do enfermeiro psiquiátrico e a pesquisa em enfermagem: algumas considerações teóricas. Acta Paul Enferm. 2003;16:76-83.

19. Vasconcelos A, Faria JH. Saúde mental no trabalho: contradições e limites. Psicol Soc. 2008;20:453-64.

20. Batista LSA, Guedes HM. Estresse ocupacional e enfermagem: abordagem em unidade de atenção a saúde mental. [Citado em 2011 nov. 15]. Disponível em: http://www.unilestemg.br/revistaonline/volumes/02/downloads/artigo_17.pdf.

21. Glanzne CH, Olschowsky A, Kantorski LP. O trabalho como fonte de prazer: avaliação da equipe de um Centro de Atenção Psicossocial. Rev Esc Enferm USP. 2011;45(3):716-21.

22. Minzonil MA. Uma conceituação de enfermagem psiquiátrica. Estudo das funções da enfermeira com pacientes internados. Bol Of Sanit Panam. 1979;87:50-9.

23. Ribeiro LM. Saúde mental e enfermagem na estratégia saúde da família: como estão atuando os enfermeiros? Rev Esc Enferm USP. 2010;44:376-82.

24. Pereira MER, Bueno SMV. Lazer, um caminho para aliviar as tensões no ambiente de trabalho em UTI: uma concepção da equipe de enfermagem. Rev Latinoam Enferm. 1997;5:75-83.

25. Lacaz FAC. Qualidade de vida no trabalho e saúde/doença. Ciênc Saúde Coletiva. 2000;5:151-61.

26. Lunardi Filho WD. Prazer e sofrimento no trabalho: contribuições á organização do processo de trabalho da enfermagem [monografia]. Belo Horizonte: Faculdade de Ciências Econômicas; 1995. 287f.

 

* Recorte do relatório da monografia apresentada final do Curso de Graduação do Centro Universitário de Lavras – UNILAVRAS, 2012.

Logo REME

Logo CC BY
Todo o conteúdo da revista
está licenciado pela Creative
Commons Licence CC BY 4.0

GN1 - Sistemas e Publicações