REME - Revista Mineira de Enfermagem

ISSN (on-line): 2316-9389
ISSN (Versão Impressa): 1415-2762

QUALIS/CAPES: B1
Periodicidade Continuada

Enfermagem UFMG

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Volume: 15.1

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Pesquisa

Significando o cuidado ecológico/planetário/coletivo/do ambiente à luz do pensamento complexo

Attributing meaning to ecological, planetary, collective, and environmental care according to a complex thinking stragegy

Maria Aparecida BaggioI; Giovana Dorneles CallegaroII; Alacoque Lorenzini ErdmannIII

IEnfermeira. Doutoranda em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PEN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Bolsista do CNPq. Membro do Grupo de Estudos e Pesquisas em Administração e Gerência do Cuidado em Enfermagem e Saúde (GEPADES), na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Rua Morom 2664, apto 302. Centro. Passo Fundo, Rio Grande do Sul, Brasil. CEP: 99010-034. E-mail: mariabaggio@yahoo.com.br
IIEnfermeira. Docente da Escola Técnica Pró-Saúde. Membro do GEPADES, na UFSC. Brasil. E-mail: gikac@bol.com.br
IIIEnfermeira. Doutora em Filosofia de Enfermagem. Professora Titular do Departamento e Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSC. Coordenadora do GEPADES. PQ 1A do CNPq. Coordenadora da Área da Enfermagem na Capes.Brasil. E-mail: alacoque@newsite.com.br

Endereço para correspondência

Rua Servidão Costa, 75
Florianópolis-SC. CEP: 88036-640
E-mail: mariabaggio@yahoo.com.br

Data de submissão: 9/9/2010
Data de aprovação: 14/1/2011

Resumo

Estudo qualitativo-interpretativo, derivado de dissertação de mestrado, desenvolvido em um hospital-escola de Santa Catarina, com o objetivo de compreender o significado do cuidado ecológico/planetário/coletivo/do ambiente para profissionais de enfermagem à luz do pensamento complexo. Foram participantes enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem de uma unidade clínico-cirúrgica. Os dados oriundos de oficinas realizadas por meio de um processo educativo, reflexivo e interpretativo, mediante análise de conteúdo, designaram a categoria O cuidado ecológico/planetário/coletivo/do ambiente. A consciência desse cuidado é individual, mas também é coletiva quando percebido o benefício das ações de cada indivíduo para o alcance da totalidade do cuidado do universo - do homem e do meio que o acolhe. Percebem-se a necessidade e a importância do pensar e do (re)pensar as práticas individuais cotidianas relacionadas à problemática ambiental, considerando que a conduta individual reflete o produto da coletividade. Conclui-se que todos os seres humanos são responsáveis pelo cuidado ecológico/planetário/coletivo/do ambiente, uma vez que vivem, integram e compartilham o mesmo ecossistema, dele dependendo para a própria sobrevivência. O cuidado do ecossistema também é um cuidado de enfermagem, visto que problemas ambientais também podem ser entendidos como potenciais problemas de saúde. Assim, a atuação na prevenção dos danos ambientais e a diagnose de problemas já existentes são importantes ações da enfermagem que permitem definir prioridades e estratégias de gestão em saúde. Somente mediante uma visão integradora entre homem-natureza, saúde-ambiente é que se pode estabelecer uma relação complexa de cuidados.

Palavras-chave: Meio Ambiente; Saúde Ambiental; Ecologia; Natureza; Enfermagem

 

INTRODUÇÃO

O viver humano é permeado de múltiplas e complexas relações, conexões e interações entre os seres humanos e destes com o meio em que vivem. Inseridos no processo vital de cuidar/cuidado, os seres são, ao mesmo tempo, receptores e emissores de ações que contribuem para o seu desenvolvimento e do meio que habitam. Pensar o contexto em que vivem, considerando a complexidade, o subjetivo e o intersubjetivo, a interdependência, a interação, a conexão, a relação do todo, considerando os componentes econômico, político, sociológico, psicológico, afetivo, mitológico e correlacionando esses aspectos multidimensionais a um ser humano também multidimensional, é um processo lento, mas necessário, que exige dos sujeitos envolvidos a capacidade de conexão e interconexão das partes com o todo e do todo com as partes.1-3

Para um processo de viver, conviver, ser e sentir-se saudável, importa ao ser humano compreender a complexidade ecossistêmica do Universo; importa não apenas o cuidado do homem na sua dimensão biológica, mas também o cuidado ecológico/planetário/coletivo/do ambiente. Não se propõe reduzir o homem ao meio, mas integrá-lo nele, já que são inseparáveis. Constituem uma relação interativa, aberta, de troca mútua, comportando a ordem/desordem e o equilíbrio/desequilíbrio oriundos do movimento dinâmico e complexo dos sistemas vivos.3

O ser humano, por meio de suas múltiplas dimensões, é o único que pode interagir com outros seres e com o universo, construindo uma teia complexa de relações de troca e de cuidado, incluindo o cuidado do planeta.3 Contraditoriamente, dentre todos os seres, o ser humano também é o único que tem a possibilidade de, ao invés de cuidar, destruir o próprio hábitat.

As marcas do tempo revelam esses sinais contraditórios. Primitivamente, o trabalho era desenvolvido pelo homem mediante interações com o meio, uma vez que demonstrava respeito e reverência à natureza: apenas subtraía da natureza o necessário para sobreviver. Em anos recentes, o homem passou a explorar além do necessário para sua sobrevivência, o que vem causando desequilíbrios ambientais difíceis de reparação pela própria natureza, tendo como resultado desastres naturais, que causam prejuízos e prejudicam a si próprio, o coletivo e o planeta.4

Em razão disso, necessária se faz a manifestação do pensamento consciente pelo ser humano no sentido de cuidar, preservar e proteger o meio em que vive, pois a humanidade depende na natureza, do meio ambiente, não o contrário.5 Para evitar que a destruição ambiental conduza a danos graves e implique sofrimento humano, é necessário pensar e refletir sobre como se pode minimizar o impacto ambiental causado pelo desenvolvimento da civilização.6

A articulação e a reflexão do seres humanos sobre sua relação com o meio ambiente, considerando os aspectos social, biológico, cultural, psíquico, é um desafio do pensamento complexo,1-3 visto que considera a multidimensionalidade do ser na interface com o meio, com o todo e do todo com o ser, além dos múltiplos olhares, saberes singulares e plurais que constituem a existência humana e do planeta.

Na sociedade contemporânea, os problemas ecológicos/planetários/coletivos/do meio ambiente assumiram centralidade e presença marcante no viver cotidiano. Habitam o concreto de nossa vida. Fatores sociais, alterações ambientais causadas pelo homem e/ou mudanças ecológicas caracterizam-se, visivelmente, como algumas das principais dificuldades enfrentadas.4,7 Assim, entende-se o cuidado ecológico/planetário/coletivo/do ambiente como um tema atual e pertinente. A consciência desse cuidado é individual, mas também é coletiva quando percebido o benefício mútuo das ações de cada um para o alcance da totalidade do cuidado do Universo - do homem e do meio que o acolhe.

O cuidado ecológico/planetário/coletivo/do ambiente remete à preocupação com a problemática ecológica, promovendo redução dos danos à natureza e maximização da preservação do meio natural, uma questão de consciência ecológico-ambiental. Entretanto, embora se percebam significativa divulgação e circulação de conhecimentos sobre tais questões por diversos setores da sociedade moderna, parece não haver o esperado interesse da população e a demonstração de atitudes para a preservação ou redução de danos ao planeta no meio em que vive.8,9

Atitudes individuais simples, que reduziriam o impacto para o coletivo, também são insistentemente divulgadas em vários meios de comunicação, porém ainda há pouca participação do coletivo - por exemplo, para a redução do consumo de água potável, para o adequado tratamento do lixo e do esgoto, para a não poluição de nascentes, rios, mares, lagos, entre outros. Teoricamente, essas são ações simples a serem desenvolvidas, porém na prática cotidiana poucos despertam para este cuidado.10

Entende-se que é imprescindível a abordagem multidisciplinar e multissetorial da questão ecológica, tendo em vista que os problemas ambientais possuem ampla repercussão e afetam diversos setores da sociedade, sendo um deles o da saúde.8 Por essa razão, atualmente, admitese que problemas ambientais relacionam-se a problemas de saúde, uma vez que conceitos modernos de saúde admitem a dimensão ambiental como parte dos processos constitutivos de saúde, por serem os seres humanos e as sociedades afetados de forma multidimensional.11

A discussão sobre a problemática ecológica tem sido discutida mundialmente, em diversas áreas do saber, em razão da condição de ameaça de vida no planeta. No Brasil, o tema do 61º Congresso Brasileiro de Enfermagem, em 2009, foi "Transformação social e sustentabilidade ambiental", o que representa o interesse da área pelas questões ambientais e sociais. Embora os trabalhos sobre a temática revelem processos em construção, identifica-se pouca produção científica sobre o assunto pela enfermagem.12 Desse modo, percebe-se que a ótica de saúde associada ao meio ambiente ainda está pouco incorporada nos espaços de saúde, revelando um processo tímido, com pouca contribuição do setor da saúde. Nesse sentido, questionase: Qual o significado do cuidado ecológico/planetário/coletivo/do ambiente para profissionais de enfermagem à luz do pensamento complexo?

Assim, visando contribuir para a realização do cuidado ecológico/planetário/natureza/do ambiente, incitando a consciência ecológica e reconhecendo o ser humano na sua complexidade como uma parte do ecossistema local e global, neste artigo busca-se compreender o significado do cuidado ecológico/planetário/coletivo/do ambiente para profissionais de enfermagem à luz do pensamento complexo.

 

METODOLOGIA

Trata-se de estudo qualitativo-interpretativo, derivado de dissertação de mestrado13 cujo projeto teve como pergunta de pesquisa "Como ocorrem as relações de cuidado de si, do outro e 'do nós' nas diferentes dimensões de cuidado em uma unidade clínico-cirúrgica?" e como objetivo, "compreender as relações de cuidado de si, do outro e 'do nós' nas diferentes dimensões de cuidado, por meio de um processo educativo/reflexivo/interpretativo com profissionais de enfermagem de unidade clínico-cirúrgica de um hospital-escola, sob a perspectiva da complexidade". O Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal de Santa Catarina aprovou, sob o nº 266/07, o desenvolvimento da pesquisa, tendo sido respeitados os aspectos éticos de pesquisas envolvendo seres humanos, conforme prevê a Resolução nº 196/96,14 do Conselho Nacional de Saúde, em todas as etapas da pesquisa.

Foram realizadas cinco oficinas semanais, em outubro de 2007, com duração de uma hora aproximadamente. As oficinas foram realizadas por meio de um processo educativo/reflexivo/interpretativo,4 I com aporte teórico da complexidade,1-3 tendo cada uma três momentos distintos. No primeiro momento, denominado "Preparando-nos para a oficina", objetivou-se a sensibilização e a introdução às temáticas, com leitura de texto e elaboração de cartazes. No segundo momento, denominado "Indo ao ponto X", promoveu-se espaço para discussões aprofundadas sobre as relações de cuidado de si, do outro e"do nós". No último momento, denominado "Fechamento", tratou-se de aglutinar as manifestações dos significados das relações de cuidado, fundamentadas na circularidade do pensamento complexo, com base nas das interpretações e construções dos sujeitos participantes da oficina. O roteiro de discussão das oficinas foi baseado no princípio da incerteza, de Edgar Morin,1 que orientou, conforme adaptação dos pronomes (eu, tu, nós), todas as oficinas.

Foram participantes do estudo enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem de um hospital-escola de Santa Catarina, os quais autorizaram sua participação voluntária mediante esclarecimento dos objetivos e da metodologia proposta, por meio de assinatura de um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Participaram da pesquisa dez profissionais; entretanto, neste artigo, foram apresentados fragmentos de falas de oito, que representam a categoria Cuidado ecológico/planetário/coletivo/do ambiente.

O registro dos dados foi realizado mediante gravação digital de voz dos participantes e anotações de campo. Para resguardar-lhes a identidade, os participantes foram identificados com a letra "P", seguida do número ordinal correspondente às participações nas falas (ex.: P.1; P.2; P.3...).

Os dados foram submetidos à análise temática de conteúdo,15 seguindo três momentos distintos: inicialmente, foi realizada a leitura de contato dos dados coletados e, logo após, várias leituras do mesmo material visando ao maior aprofundamento das informações e à consequente busca/compreensão dos significados nas falas dos sujeitos; em seguida, foram recortadas do texto as palavras-chave ou frases de significado dos conteúdos manifestos para a formação das unidades de significados, as quais, ao final, foram classificadas e agregadas, sendo, então, definidas e interpretadas as categorias que orientam as especificações dos temas na ótica da complexidade.2

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A seguir, apresenta-se a categoria derivada do estudo de mestrado no qual são discutidos os significados do cuidado ecológico/planetário/coletivo/do ambiente, um tema, na contemporaneidade, amplamente discutido no cenário social, porém ainda pouco nos cenários da enfermagem. Entretanto, os profissionais de enfermagem participantes do estudo trazem à tona preocupações e reflexões que relacionam ser humano e meio ambiente. É essa uma relação a ser pensada e discutida por trabalhadores da enfermagem nos múltiplos espaços de saúde, como parte de um processo de viver humano mais saudável, considerando-se o cuidado multidimensional.

Cuidado ecológico/planetário/coletivo/do ambiente

Os profissionais de enfermagem apontam preocupação com o cuidado ecológico/planetário/coletivo/do ambiente assinalando a necessidade do controle de epidemias como a da dengue, que afeta a população no país; da preservação do ambiente natural; da promoção da saúde humana, vislumbrando o cuidado individual e coletivo; e do cuidado do planeta.

Os profissionais de enfermagem mostram-se preocupados com o risco de conviverem com doenças recorrentes, outrora erradicadas ou até então controladas, que estão ressurgindo ou se alastrando em novas condições, com grande poder de virulência.16,17 Em 2007, foram notificados, no Brasil, 559.954 casos suspeitos de dengue; foram confirmados 1.541 casos de febre hemorrágica da dengue (FHD) e constatados 158 óbitos por FHD, com uma taxa de letalidade de 10,2%.18 Saliente-se que no mesmo período não havia casos confirmados na cidade do estudo.

Embora os esforços dos governos federal, estaduais e municipais e da sociedade tenham possibilitado a redução do número de casos de dengue no Brasil, no último ano, em relação a 2007 e 2008, a condição ainda preocupa.19 Fica claro, portanto, para os participantes, a responsabilidade de cada indivíduo em evitar a propagação e combater essa moléstia:

Se eu deixar água no meu reservatório vai (mosquito da dengue) respingar em mim e no vizinho. (P9)

Por enquanto, ainda não encontraram nada (foco do mosquito da dengue) aqui (P.2).

A emergência e a reemergência de doenças infecciosas16 denotam um importante sintoma da crise civilizacional enfrentada na contemporaneidade que, se não for considerada com a importância devida, acarretará catástrofes incalculáveis por hora.17 A pouca adesão da população às medidas preventivas da doença configurase como descuido e descaso da coletividade com o próprio viver humano e planetário.

Essencial se faz o pensar e o (re)pensar as práticas individuais com vista a garantir a própria saúde e de toda a população. Isso implica uma análise das próprias práticas cotidianas, considerando aspectos ambientais, sociais e culturais para a promoção de novas e melhores práticas para o cuidado coletivo. Assim, ações individuais beneficiariam a própria pessoa e o coletivo, visto que, no caso de endemias, epidemias e pandemias, tais ações são fundamentais para o controle do vetor da doença.

Os desmatamentos e as queimadas também trazem implicações à saúde dos seres humanos e à saúde do meio ambiente, comprometendo a vida de grandes florestas, matas, campos, etc. Entretanto, repetidas vezes é o próprio ser humano o causador da destruição do ambiente,8 que lhe é naturalmente ofertado, em busca do alcance do desenvolvimento e da prosperidade econômica. Para isso, o homem apropria-se de ações antiecológicas, sem considerar a autonomia e a alteridade dos sistemas da própria natureza, tampouco sua necessidade de relação e interdependência com a natureza.17 Os profissionais apontam a redução/eliminação dos desmatamentos e das queimadas para o cuidado do planeta, do coletivo: Controle dos desmatamentos, das queimadas... para cuidar do planeta! (P.8)

A consciência ecológica subjacente à crise de degradação do meio ambiente, atualmente ameaçado pelo desenvolvimento urbano, revela que as espécies vegetais e animais, os elementos e as coisas são mani-pulados e subjugados pelo próprio homem em benefício da técnica, da ciência (tecnociência) e da indústria, sob o risco de se destruir toda a vida nos ecossistemas, impunemente.20 Assim, na relação ecossistêmica, o homem pode, pelo resultado de suas ações, apresentar incongruência consigo mesmo e com o próprio ambiente, situação considerada inadequada à condição de ser saudável.21

Ainda que alguns não percebam as influências múltiplas, imprevisíveis e a repercussão de suas ações, os participantes do estudo entendem que para o cuidado da coletividade, para o cuidado do planeta, é preciso iniciar pelo ambiente em que se vive, preservando o espaço natural, visto que os seres humanos necessitam dele para sua sobrevivência.

A natureza é uma totalidade complexa e o homem não é uma entidade fechada em relação a essa totalidade.

O homem é um sistema aberto, que estabelece relação de autonomia-dependência no ecossistema natural, ou seja, o homem e a natureza são sistemas abertos, que integram e interagem num sistema maior - o ecossistema -, sendo simultaneamente independentes, dependentes e interdependentes.20

A crise da degradação do meio ambiente não tão atual, mas nunca antes tão preocupante, permitiu importantes momentos de reflexão interdisciplinar pelos participantes - a tomada de consciência ecológica -, trazendo a este estudo discussões de ordem epistemológica no domínio da ciência da terra, da ciência da vida e da natureza e das ciências sociais, integrando e inter-relacionando os diferentes campos disciplinares.20

Nos depoimentos dos profissionais de enfermagem, também, denota-se a preocupação com o coletivo, com o uso de agrotóxicos em produtos orgânicos consumidos pela coletividade, além de com a necessidade de preservação da água, do meio ambiente:

Muitos agrotóxicos, mesmo dentro da vigilância, continuam fazendo mal. Ao comer frutas e verduras, de alguma forma, a gente está se alimentando de veneno (P1).

A própria questão da água, do meio ambiente, do global... Todo mundo tentando encontrar formas, maneiras de mudar isso [...]. Tem gente, por exemplo, que previu muitos anos atrás o que está acontecendo agora [...]. Essa pessoa que falou isso, lá atrás, já quis abrir os olhos das pessoas [...], pensou no coletivo, pensou no mundo inteiro, só que ninguém acreditou, levou a sério. E agora está acontecendo, e as pessoas estão querendo correr atrás do prejuízo... (P.4)

Explorando a ideia de um cuidado coletivo, os profissionais assinalam a integração do homem com a natureza nas aldeias, pelos indígenas, os quais a valorizam e cuidam dela para benefício mútuo:

Numa aldeia [...] os índios se relacionam [...] vivem na natureza, e é um equilíbrio. Ele tira da natureza pra sobreviver da natureza e nem por isso a destrói. E eles vivem em harmonia. (P.6)

Eles só tiram realmente o que eles precisam, o que eles necessitam, o contrário do que acontece hoje. (P.4)

Tudo poderia ser melhor se a gente colaborasse [...], quando falam na preservação [...], no mundo [...], envolvendo toda a população, todo o mundo. Porque só uma andorinha não faz verão. (P.1)

Salientam os profissionais de enfermagem que as melhorias dependem de ações e atitudes de cada indivíduo, e os resultados mais amplos dependem do envolvimento de uma maioria. Sinalizam o risco de escassez dos recursos naturais, se não preservados, e ressaltam que a não consciência e a ausência de ações para resguardar esses recursos pela coletividade remetem a prejuízos globais, razão por que merecem atenção coletiva.

Nesse sentido, ações coletivas podem contribuir significativamente para amenizar, diminuir e até mesmo extinguir os desastres ambientais, dentre outros acontecimentos de cunho negativo oriundos da não preservação dos recursos naturais. Da mesma forma que o homem pode afetar negativamente o ambiente natural, também pode atingi-lo de forma positiva, pois a união de esforços pode abrandar ou superar problemas ambientais. Enquanto o ser humano considerar a natureza de forma fragmentada, somente com intenções de dominar e controlar, utilizando os recursos naturais em detrimento do social, problemas ambientais impedirão o caminhar para uma vida mais harmônica, mais sustentável.22

Na modernidade, o desenvolvimento urbano e industrial é responsável pela destruição de culturas rurais e milenares, acometendo diversas culturas regionais, que ainda resistem de forma desigual, como no caso das aldeias indígenas. O desenvolvimento tem destruído traços originais adaptados às condições ecológicas singulares. Entretanto, entende-se que toda evolução, criação ou ganho comportam algum grau de destruição, abandono ou perda.2

Por essa razão, como parte do ecossistema local e global, o ser humano, em suas dimensões humana, cultural, social, etc., precisa se descobrir e se sentir como um ser integrado e inter-relacionado com o ambiente, alimentando uma cultura planetária comum a todos, com espaço para a diversidade.1,2 Desse modo, "cada pessoa precisa descobrir-se como parte do ecossistema local e global, com os pés no chão e a cabeça aberta para o infinito".17:135

Os participantes acrescentam às discussões a problemática da adulteração do leite, que no período do estudo foi notícia amplamente divulgada na mídia nacional.23,24 Foram misturados ao leite, por algumas cooperativas leiteiras, soda cáustica (hidróxido de sódio), água oxigenada (peróxido de hidrogênio) e citrato de sódio. Os participantes do estudo, tendo acompanhado as informações públicas sobre o evento, teceram os seguintes comentários:

Soda cáustica e água oxigenada! A gente obriga o filho a tomar leite porque é bom pra saúde. (P.2)

A marca se faz de sonsa e diz que não em nada no leite [...]. Adulteravam e embalavam. (P.9)

Quantos inocentes, quantas crianças, famílias, claro que os adultos também, mas mais é a criança? [...] Mas com certeza ele (engenheiro responsável pela adulteração) não ingeriu? É frio e calculista. (P.1)

Depreendem-se dos depoimentos a indignação dos participantes com os responsáveis - produtores do leite adulterado - e a preocupação com a saúde de crianças e adultos que consomem o produto. Além disso, as profissionais de enfermagem, como mães e atentas à alimentação e à nutrição dos seus filhos, sentiram-se enganadas, pois também ofereciam aos seus filhos e consumiam o leite visando à promoção da saúde, não o contrário. Todavia, contraditoriamente à intenção, o produto pode ocasionar malefícios à própria saúde das mães e das crianças, visto que os componentes químicos adicionados ao leite podem causar efeitos danosos ao organismo, principalmente ao das crianças.

Os profissionais questionam e apontam, enfaticamente, a ambição dos proprietários das cooperativas produtoras do leite adulterado. Essa ganância é motivada por interesses individualistas, em prol de interesses econômicos e de benefício particular de poucos, sem se importar com o outro, com milhares de pessoas que consomem o produto, como apontam as falas:

Até aonde chega a ganância do ser humano? (P.1)

Olha a irresponsabilidade de uma pessoa por ganância pelo dinheiro. Ele (químicoresponsávelpelaadulteração) colocou em risco a vida de milhares de pessoas, em benefício dele mesmo. Ele queria ganhar alguma coisa, não se importando com milhares de pessoas que iriam consumir aquele produto (leite). (P.2)

Há uma ganância... Uma minoria querendo se beneficiar, não pensando no futuro das próximas gerações, no futuro do planeta; colocando em risco todo o planeta, todo o mundo; pensando só em si, só na ganância, na busca pelo dinheiro, pelo poder; pensando só no imediato; não pensando no futuro; não se preocupando com as pessoas. (P.4)

O descuido e o descaso com os seres humanos e com a moral da vida pública estão implícitos nas falas, cujas situações expostas são marcadas pela corrupção de valores e interesses econômicos e financeiros, exaltando o interesse individual ou o interesse de poucos e ressaltando a ganância por dinheiro e por riqueza.

A reflexão dialógica pelos participantes motivou o diálogo coletivo sobre as relações de cuidado e incitou o pensar sobre as ações de caráter individual e coletivo como seres humanos e profissionais de comunhão, de trocas, de cuidado, como anunciam as falas:

Eu começo a refletir como estão as minhas atitudes hoje, que eu consegui, assim, captar um pouquinho de cada um [...]. Como eu vou reagir? Como eu posso reagir? Como profissional e como pessoa? Se eu cuido, eu tenho que cuidar das minhas relações também. Bacana isso. (P5)

Encaixar o planeta na frase da responsabilidade social... A responsabilidade é do indivíduo, do que é de todos. (P.9)

Pensando o que será do planeta? O que vai acontecer? Preocupando-se com o nós mesmos, assim? O que a gente faz pra isso? (P.4)

Os depoimentos dos profissionais sinalizam preocupação e tensão com o futuro do planeta, do coletivo, das relações de cuidado. Entretanto, a reflexividade no estudo em questão - sobre o cuidado ecológico/planetário/coletivo/do ambiente - tem o benefício da possibilidade de mudanças positivas na relação homem e ambiente, na ética no cuidar e na preservação do planeta para as futuras gerações.9 Desse modo, fortalecese a ideia de que "para cuidar do planeta precisamos todos passar por uma alfabetização ecológica e rever nossos hábitos de consumo e desenvolver a ética do cuidado".17:134

Conforme o exposto, a responsabilidade pelo cuidado ecológico/planetário/coletivo/do ambiente é de todos, da coletividade; uma responsabilidade social com outras pessoas, com o próprio planeta e consigo mesmo. Se não houver preocupação e reflexão associada à ação, absolutamente, não ocorrerão mudanças positivas e significativas de que o planeta, o ambiente e a coletividade necessitam. Questões como O que será do planeta? O que vai acontecer? (P.4) terão respostas cada vez mais subjetivas se essa responsabilidade não for assumida por todos os seres sociais que dependem do ambiente para a própria sobrevivência.

Nesse sentido, os profissionais entendem que o respeito para com o outro, com o coletivo e a responsabilidade social são deveres de todos, a priori, de cada indivíduo, que, consequentemente, beneficiarão o coletivo. Assim eles se expressam sobre o assunto:

A gente tem que ter respeito com o outro e com o nós. (P4)

Responsabilidade social como sendo dever do eu, do outro e de todos nós. (P6)

É que na verdade a gente pensa na gente. Não estamos pensando em n ós. (P.1)

O pessoal começou a ter noção do que estava jogado para o coletivo, do que estava jogado para o céu, para o mar, para o rio, para a terra. O pessoal já está se acordando nisso! Quando se está começando, sofre! Hoje o calor não é para um, é para todos! O individual está sofrendo dentro de um coletivo. Enquanto se pensava, que, ah, ele está poluindo lá... (P.9)

Quanto mais eu estiver preparada, quanto mais eu estiver melhor e mais conhecimento, mais eu consigo pensar no coletivo. Não só no coletivo da minha família, do meu trabalho, mas até um coletivo maior assim, abrangendo mais. Pensar no mundo inteiro. (P.4)

Com base no exposto, o cuidado ecológico/planetário/coletivo/do ambiente se sustenta pela soma de ações individuais para o alcance de ações e resultados coletivos. A aglutinação dos esforços de cada um facilita a promoção da sustentabilidade ambiental, a minimização dos impactos negativos do desequilíbrio na relação entre o homem e o meio ambiente,25 bem como oportuniza relações humanas mais saudáveis, mais éticas e de respeito para com o outro.

Desde que o homem reuniu esforços para se separar e se tornar superior à natureza, mediante a exploração e extração desta em seu benefício, também ocasionou grave desequilíbrio socioambiental, com inúmeras e significativas mudanças no processo de viver humano. Em razão disso, constata-se que "muito se perdeu da real natureza humana ligada intimamente ao ambiente do qual fazemos parte e do qual não devemos, nem podemos em essência, nos separar".26:379)

É nesse sentido que a atuação dos profissionais de saúde, em especial os da equipe de enfermagem, pode desenvolver uma visão ampliada do próprio cenário de atuação, com vista a contemplar a complexa teia vital que envolve o viver humano na sua relação com o meio ambiente.27 Para tanto, são fundamentais a participação e a preocupação dos atores sociais, dos profissionais da assistência, da educação e da pesquisa em enfermagem e da saúde no que tange ao cuidado na dimensão ecológico-planetária e coletiva.

Pensar a complexidade das relações do universo significa considerar, conjuntamente, o certo e o incerto, o lógico e o contraditório, a ordem e a desordem, com as incertezas e certezas que permeiam todo o processo. Não existe pleno equilíbrio; é preciso, também, o desequilíbrio para organizar o movimento dinâmico do Universo. É preciso, principalmente, o exercício da consciência de si, do que está à sua volta e da interdependência das relações de si com o mundo, para que o cuidado humano, do ambiente, do coletivo aconteça.28

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Neste estudo apontam-se a necessidade e a importância do pensar e do (re)pensar as práticas individuais cotidianas relacionadas à problemática ambiental, considerando que a conduta de cada indivíduo, que comporta os múltiplos aspectos sociais, culturais, ambientais, educacionais, religiosos, etc., condiciona a conduta de muitos outros, que, por fim, refletem o produto da coletividade. Assim, cada indivíduo, cada sociedade, é responsável pelo cuidado ecológico/planetário/coletivo/do ambiente, por viver, integrar e compartilhar o mesmo ecossistema, dele dependendo para sua sobrevivência. Cuidar do planeta é cuidar do que é individuale doqueé coletivo,concomitantemente.

Cuidar o ambiente natural representa o cuidado de todos os seres humanos.

A enfermagem, em seu núcleo de cuidados, é diretamente influenciada pelos costumes de uma sociedade e movida pelo fundamento básico da profissão: o cuidado.Todavia, na atualidade, urge aos cuidadores - profissionais de enfermagem - atenção para a perspectiva do cuidado em suas dimensões múltiplas, interativas, integrativas e inter-relacionais, visto que o ser humano vivencia uma relação interdependente, ou seja, precisamos uns dos outros para o cuidado coletivo e multidimensional.

O cuidado do ecossistema também é um cuidado de enfermagem, que se preocupa e preserva a vida do homem e da natureza, visto que problemas ambientais também podem ser entendidos como potenciais problemas de saúde. Assim, somente com base numa visão integradora entre homem-natureza, saúdeambiente é que se pode estabelecer uma relação complexa de cuidados.

Neste estudo, os profissionais demonstraram sensibilização, preocupação e engajamento ético, posicionando-se crítica e reflexivamente perante os problemas ecológicos/planetários/coletivos/do ambiente, oferecendo contribuições ímpares e relevantes sobre o tema, que possui significativo potencial científico. Entretanto, a enfermagem carece de maior sensibilização e participação na produção de estudos e pesquisas que envolvam a interface saúde e questões ambientais/ambiente, uma extensão do cuidado humano, o que, provavelmente, será instigado por este estudo.

O aprofundamento teórico sobre o tema se faz importante para atender às necessidades das práticas em saúde, principalmente na atuação da prevenção; para orientar a formulação de políticas públicas a priori, construídas com base na diagnose de problemas, que permitam orientar prioridades e definir estratégias para a melhor gestão em saúde, tendo a participação da enfermagem como aliada.

 

REFERÊNCIAS

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I A construção e a implementação da dinâmica das oficinas foram requisito da disciplina Projetos Assistenciais em Enfermagem e Saúde, do curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina.

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