REME - Revista Mineira de Enfermagem

ISSN (on-line): 2316-9389
ISSN (Versão Impressa): 1415-2762

QUALIS/CAPES: B1
Periodicidade Continuada

Enfermagem UFMG

Busca Avançada

Volume: 20:e931 DOI: http://www.dx.doi.org/10.5935/1415-2762.20160001

Voltar ao Sumário

Pesquisa

Tecnologia do cuidado à pessoa com colostomia: diagnósticos e intervenções de enfermagem

Care technology to people with colostomy: diagnosis and nursing interventions

Elaine Soares da Silva1; Denise Silveira de Castro2; Telma Ribeiro Garcia3; Walckiria Garcia Romero4; Candida Caniçali Primo5

1. Enfermeira. Mestre em Enfermagem. Secretaria de Saúde do Espírito Santo. Vitória, ES - Brasil
2. Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora. Universidade Federal do Espírito Santo - UFES. Curso de Mestrado Profissional em Enfermagem. Vitória, ES - Brasil
3. Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Universidade Federal da Paraíba - UFPB. Centro para Pesquisa e Desenvolvimento da CIPE. Centro de Ciências da Saúde. Programa de Pós-Graduação em Enfermagem. João Pessoa, PB - Brasil
4. Enfermeira. Doutora em Fisiologia. Professora do Curso de Graduação e Mestrado Profissional em Enfermagem da UFES. Vitória, ES - Brasil
5. Enfermeira. Doutora em Enfermagem. UFES. Professora do Curso de Graduação e Mestrado Profissional em Enfermagem. Vitória, ES - Brasil

Endereço para correspondência

Candida Caniçali Primo
E-mail: candidaprimo@gmail.com

Submetido em: 04/04/2015
Aprovado em: 24/02/2016

Resumo

OBJETIVO: elaborar diagnósticos/resultados e intervenções de enfermagem relacionados à pessoa com colostomia. Trata-se de pesquisa descritiva realizada por meio de revisão da literatura nas bases Medline e Lilacs, no período de 2000 a 2013, em português, espanhol e inglês. Os termos identificados na revisão foram mapeados com a Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem para compor os 77 diagnósticos/resultados e 172 intervenções de enfermagem, agrupados por necessidades humanas básicas. A avaliação das necessidades alteradas na pessoa com colostomia facilita a identificação dos diagnósticos e a elaboração das intervenções de enfermagem, padronizando o cuidado prestado pelo enfermeiro e melhorando a qualidade da assistência. Este estudo reafirma que o uso do processo de enfermagem é uma tecnologia do cuidado possível de ser aplicada diariamente na prática clínica em diferentes cenários do ensinar-aprender, do assistir e do pesquisar.

Palavras-chave: Processos de Enfermagem; Colostomia; Classificação; Teoria de Enfermagem; Diagnóstico de Enfermagem.

 

INTRODUÇÃO

Entre os problemas que afetam as pessoas submetidas às cirurgias do trato gastrointestinal, destacam-se as colostomias, que são realizadas por meio de procedimentos cirúrgicos nos quais ocorre a exteriorização de uma alça do intestino fixada ao abdômen para eliminar o conteúdo intestinal. Elas podem ser temporárias e em alguns casos definitivas, devido à impossibilidade de se reconstruir o trânsito intestinal.1

A pessoa com colostomia apresenta necessidades humanas básicas modificadas, como alterações físicas e psicológicas geradas pelo impacto da própria doença, alterações da imagem corporal, sentimentos de luto e de perda, com reações e comportamentos diferentes daqueles que apresentava antes do estoma. Necessita, portanto, de adaptações para a sua nova condição, além de ter que incorporar em sua vida novas rotinas diárias, com a realização do autocuidado e com a manutenção de suas atividades sociais e interpessoais.2

A colostomia gera algumas restrições corporais e mudanças nos hábitos de vida. As limitações da movimentação corporal aumentam a percepção de incapacidade do individuo, que se vê impossibilitado de realizar certos movimentos como abaixar-se rapidamente, ficar muito tempo de cócoras, o que poderá causar descolamento da bolsa. Além disso, a eliminação intestinal pela colostomia é marcada pela falta de controle nas eliminações de fezes e gases intestinais.3,4

É de extrema importância a participação do enfermeiro na elaboração de um planejamento da assistência voltado para a prevenção das complicações e na realização de orientações adequadas, influenciando, dessa forma, na reabilitação e melhoria da qualidade de vida da pessoa com colostomia3. E a partir do processo de enfermagem o cuidado de enfermagem pode ser baseado nas respostas do cliente, na forma como ele reage aos problemas de saúde, ao tratamento e às mudanças na vida diária, assegurando que as intervenções sejam elaboradas para o cliente e não para a doença.5,6

O processo de enfermagem é a dinâmica das ações sistematizadas e inter-relacionadas, visando à assistência ao ser humano.7 É um instrumento tecnológico que favorece e organiza as condições para realização do cuidado e para documentar a prática profissional. Pode ser considerado o principal modelo metodológico para o desempenho sistemático das ações de enfermagem.6,8

Para a realização de algumas etapas do processo de enfermagem, como o diagnóstico e a intervenção, faz-se necessário o uso de sistemas de classificação. Esses sistemas são tecnologias que proporcionam uma linguagem padronizada a ser empregada no processo de raciocínio clínico e terapêutico, para fundamentar a documentação clínica da prática profissional.8

Neste estudo, optou-se por utilizar a Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem (CIPE®), pois ela fortalece os propósitos da profissão de enfermagem e, em 2008, foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde como a classificação unificada para uso internacional pela enfermagem.8,9

Após revisão da literatura, não foram encontrados estudos abordando a assistência de enfermagem à pessoa com colostomia utilizando a CIPE®. Diante disso, esta pesquisa teve como objetivo elaborar diagnósticos / resultados e intervenções de enfermagem relacionados à pessoa com colostomia, tendo como base a CIPE®.

 

METODOLOGIA

Trata-se de estudo descritivo cuja realização percorreu três etapas, conforme descrito a seguir:

1. revisão da literatura sobre cuidados de enfermagem e colostomia: realizada por meio de livros-textos da área de enfermagem, oncologia e assistência cirúrgica e artigos científicos extraídos das seguintes fontes: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), com os descritores: "cuidados de enfermagem", "diagnóstico de enfermagem", "classificação", "colostomia", nos idiomas português, inglês e espanhol, publicados no período de 2000 a 2013. Foram excluídos desta revisão trabalhos apresentados em congressos. Para direcionar a revisão da literatura, utilizou-se a questão norteadora: quais os fenômenos e ações de enfermagem relacionados à pessoa com colostomia? Assim, neste estudo, entende-se por fenômenos: os aspectos de saúde relevantes para a enfermagem, incluindo-se o que os enfermeiros fazem em relação às necessidades humanas para produzir determinados resultados.10 Foram encontrados 182 artigos na LILACS e 252 artigos no MEDLINE. Desse total de 434, apenas 47 artigos foram selecionados e utilizados, visto que 30 eram repetidos e 357 não respondiam à questão norteadora, isto é, não abordavam a temática: enfermagem e a pessoa com colostomia;

2. os termos identificados na revisão de literatura foram mapeados com os termos do Modelo de Sete Eixos da CIPE® 201311 e foram elaboradas as afirmativas diagnósticos / resultados de enfermagem levando-se em consideração a norma ISO 18.104: Integração de um modelo de terminologia de referência para a Enfermagem12. Seguiu-se a recomendação do CIE: incluir, obrigatoriamente, um termo do eixo foco e um termo do eixo julgamento e incluir termos adicionais dos outros eixos, conforme a necessidade.11 Os termos foram organizados de acordo com as necessidades psicobiológicas da pessoa com colostomia, seguindo o referencial teórico de Horta;7

3. os cuidados de enfermagem identificados na revisão de literatura foram mapeados com os termos do Modelo de Sete Eixos da CIPE® 2013 e após o que foram construídas as afirmativas de intervenções de enfermagem, conforme a norma ISO 18.104 e a recomendação do CIE: incluir um termo do eixo ação e um termo alvo. Esses termos podem pertencer a qualquer um dos eixos, exceto do eixo julgamento.11,12 Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Espírito Santo, sob o nº 09167813.1.0000.5060 em 22 de fevereiro de 2013.

 

RESULTADOS

Os diagnósticos/resultados e intervenções de enfermagem foram elaborados considerando-se as necessidades psicobiológicas da pessoa com colostomia, conforme o referencial teórico de Horta7. Para isso, utilizaram-se 30 termos do eixo "foco", nove termos do eixo "julgamento" e quatro termos do eixo "localização". Listaram-se os termos do eixo "foco": processo do sistema respiratório, tosse, perfusão tissular, hematoma, sangramento, temperatura corporal, confusão, dor, odor fétido, edema, volume de líquidos, apetite, peso, incontinência intestinal, flatulência, diarreia, náusea, obstipação, eritema, fissura, necrose, integridade da pele, maceração, sono, fadiga, exercício, capacidade para executar o autocuidado, relação sexual, impotência sexual, direitos do paciente. Os termos do eixo "julgamento" utilizados foram: risco, eficaz, aumentado, diminuído, adequado, prejudicado, ausente, melhorado e real. Os termos do eixo "localização" foram: colostomia, região da colostomia, pele próxima da colostomia e estoma.

A partir desses termos foram elaboradas 77 afirmativas diagnósticos/resultados de enfermagem, sendo que, destas, 24 constavam na versão CIPE® 2013 e 53 ainda não constavam. Após a elaboração das afirmativas de diagnósticos e resultados de enfermagem, foram construídas as 172 intervenções agrupadas pelas necessidades psicobiológicas de Horta7. (Tabela 1).

 

 

DISCUSSÃO

A colostomia faz parte de abordagens terapêuticas de trauma abdominal com lesão intestinal decorrente de acidentes por causas externas ou de doenças intestinais e do ânus, como o câncer colorretal.1 Identificaram-se alterações importantes relacionadas às necessidades psicobiológicas da pessoa com colostomia de acordo com o referencial teórico de Horta7. Algumas dessas são comuns aos pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos, como as relacionadas a oxigenação, regulação térmica e regulação neurológica. As demais necessidades são bem peculiares para a pessoa com colostomia e reforçam a especificidade do cuidado a ser prestado.

A presença da colostomia em região ascendente, por exemplo, causa um risco para o desenvolvimento de desequilíbrio hidroeletrolítico, pois as fezes são mais líquidas, e essa diarreia pode causar diminuição dos níveis de sódio, potássio e magnésio e presença de arritmias cardíacas, fazendo-se necessário um controle na hidratação para evitar complicações.13,14

A pessoa com colostomia necessita aprender novos hábitos alimentares, devido à incontinência fecal, pois alguns alimentos causam amolecimento das fezes ou prisão de ventre, outros produzem excesso de gases; e os efeitos da alimentação no organismo variam de um indivíduo para outro.15

O incômodo causado pela eliminação de gases, vazamento e odor de fezes exalado pela bolsa de colostomia é desafio para o colostomizado. É necessário que, além do aperfeiçoamento dos dispositivos coletores existentes no mercado, ocorra a implementação de uma assistência de enfermagem completa de forma a assegurar a qualidade de vida dessas pessoas.16-18

A sistematização da assistência inclui o ensino dos cuidados necessários tanto ao próprio paciente quanto à sua família, bem como o encaminhamento ao programa de estomizados, estimulando, assim, sua autonomia.16 É importante também que a família aprenda a conviver com situações como a incontinência fecal e suas consequências, como o odor e a necessidade de mais cuidado com as roupas e com a higiene, para que possa dar o apoio e o suporte adequados.17

É necessário que a pessoa com colostomia faça adaptações à sua vida, como usar roupas mais largas e acessórios que disfarcem o uso da bolsa coletora.19 E também utilizar a técnica de autoirrigação intestinal, que promove mais segurança à pessoa com colostomia, pois a introdução de um volume de água no colón estimula a contração e o esvaziamento do conteúdo fecal e reduz a formação de gases. Dessa forma, possibilita o treinamento do intestino a eliminar o conteúdo fecal em horário planejado, proporcionando tranquilidade e segurança.20

Na revisão da literatura, observou-se que a insatisfação com o corpo e a perda de controle da eliminação de gases e fezes afetam a autoestima, gerando sentimentos de autoexclusão. A isso se somam a dor e o medo, que afastam os desejos sexuais e impedem o prazer e a sexualidade da pessoa com colostomia, portanto, é necessária orientação por parte dos profissionais que atendem essa clientela, ajudando a pessoa e o parceiro na adaptação às novas condições, buscando estratégias de enfrentamento, estímulo ao diálogo aberto entre os parceiros, para que, juntos, possam superar a crise e ter uma vida sexual ativa e prazerosa.21,22

É indispensável que a pessoa aprenda a cuidar do estoma, a instalar corretamente a bolsa coletora, para evitar vazamentos e com isso diminuir o odor das fezes e proteger a pele periestomal. Existem vários tipos de bolsa de colostomia e acessórios como cremes de barreira que protegem a pele. A orientação e supervisão do enfermeiro são fundamentais para a escolha adequada destes, bem como sobre a maneira correta de higienizar, esvaziar e remover a bolsa de colostomia sem traumatizar a pele, lavando com sabão neutro e água morna, retirando todo o resíduo e mantendo-a bem seca antes de instalar a nova bolsa, além de recortar a bolsa na medida adequada ao tamanho do estoma. Todos esses são cuidados simples que podem manter a pele periestomal íntegra e saudável.22,23

Pode-se observar que grande parte das intervenções elaboradas está relacionada ao ensino do autocuidado e de adaptações necessárias para que a pessoa com colostomia retome sua rotina diária. Assim, faz-se indispensável desenvolver estratégias para conviver com as mudanças que ocorrem em todas as dimensões da vida dessa pessoa. Os serviços de saúde devem estar organizados para atender e apoiar esse cliente de maneira eficiente.13,17 Os profissionais de saúde são responsáveis não só pelas orientações de como cuidar da colostomia, manusear a bolsa e fornecer kits, mas, principalmente, incentivar o retorno à vida social, superando suas limitações e os preconceitos da sociedade.18

Portanto, é muito importante que essa pessoa tenha atendimento especializado, em que o profissional possa lhe dar suporte, de forma contínua, acompanhando sua evolução no pré-operatório e pós-operatório (imediato e tardio), com o intuito de ajudá-lo ao longo de todo o processo de adaptação à sua nova condição.16

Além de competência técnica, é preciso que o enfermeiro tenha sensibilidade para captar as necessidades do cliente e habilidade para estimular ações inovadoras. A padronização da linguagem utilizada nos diagnósticos e intervenções de enfermagem deve ser estimulada na assistência, pois sua realização favorece o registro sistemático da prática clínica.24-27

A utilização de sistemas de classificação como a CIPE® proporciona aos enfermeiros o desenvolvimento do raciocínio lógico no processo de cuidar, porque estabelece uma relação concreta entre as avaliações clínicas, os diagnósticos, as intervenções e os resultados de enfermagem.8,9,25 Para facilitar o uso dessa classificação durante a execução e registro do Processo de Enfermagem, o Conselho Internacional de Enfermeiros (CIE) propôs a elaboração de catálogos, que são subconjuntos terminológicos da CIPE®, especificamente afirmativas de diagnósticos, resultados e intervenções para prioridades de saúde e grupos de clientes. Assim, constitui-se como uma referência de acesso facilitado para os enfermeiros em seu ambiente de cuidados e assegura a qualidade da assistência prestada.10,12

O desenvolvimento de subconjuntos terminológicos no cenário mundial é crescente, o Centro CIPE® no Brasil tem trabalhado nessa linha e produziu como fruto cinco dissertações de mestrado em Enfermagem, catálogos CIPE® focalizando as temáticas: insuficiência cardíaca congestiva; dor oncológica; hipertensão na atenção básica; pessoa idosa no âmbito domiciliar; e clientes submetidos à prostatectomia.25-27

Este estudo propôs a organização das afirmativas de diagnósticos, resultados e intervenções de enfermagem relacionadas às necessidades psicobiológicas da pessoa com colostomia, conforme o referencial teórico de Horta7. Ressalta-se que essas afirmativas precisam ser submetidas a um processo de validação de conteúdo por enfermeiros da área e depois a uma validação clínica com pessoas com colostomia. E após o processo de validação serão utilizadas para estruturar um subconjunto terminológico da CIPE® para pessoas com colostomia.

 

CONCLUSÃO

Neste estudo elaboraram-se 77 diagnósticos/resultados de enfermagem e 172 intervenções referentes às necessidades psicobiológicas conforme o referencial teórico de Wanda de Aguiar Horta. A análise das necessidades alteradas na pessoa com colostomia facilitou a identificação dos diagnósticos e orientou a elaboração das intervenções de enfermagem, padronizando o cuidado prestado pelo enfermeiro.

Frente aos diagnósticos, resultados e intervenções construídas neste estudo, percebe-se a importância do trabalho do enfermeiro junto à pessoa com colostomia. A nova condição de vida confere algumas adaptações no seu modo de viver, tanto em relação às atividades a serem desenvolvidas, quanto em relação ao cuidado com o estoma. Embora a condição imponha algumas limitações às atividades diárias, é possível ter boa qualidade de vida.

Para tal, a realização do processo de enfermagem torna-se importante, pois proporciona a adaptação de intervenções às necessidades individuais dos clientes. Com acompanhamento e orientações adequadas, facilita a reabilitação física e psicológica, auxiliando em sua reinserção social. A sistematização do cuidado prestado pelo enfermeiro contribui para uma assistência de qualidade a essa clientela, com aumento da visibilidade e do reconhecimento profissional.

Esta pesquisa possibilitou a elaboração de um protocolo de assistência de enfermagem para a pessoa com colostomia e contribuiu para a produção de novas tecnologias na área da enfermagem, pois a CIPE® é um instrumental tecnológico que visa padronizar a linguagem de enfermagem para uso nos sistemas de informação em saúde e documentação eletrônica.

Espera-se que esta pesquisa incentive o uso do processo de enfermagem de forma sistematizada e individualizada a essa clientela; contribua com o desenvolvimento de novas tecnologias na área da informação em saúde; e fortaleça o uso da CIPE® no exercício profissional do enfermeiro. Nesse sentido, reafirma-se que o uso do processo de enfermagem é uma tecnologia possível de ser aplicada diariamente na prática clínica em diferentes cenários do assistir, do ensinar-aprender e do pesquisar.

 

REFERÊNCIAS

1. Malagutti W, Kakihara CT. Curativos, estomias e dermatologia: uma abordagem multiprofissional. São Paulo: Martinari; 2011.

2. Costa SPR. Perfil de qualidade de vida dos portadores de colostomia [dissertação]. João Pessoa: UFPB/ Programa de Pós- Graduação em Enfermagem; 2007.

3. Souza PCM, Costa VRM, Maruyama SAT, Costa ALRC, Rodrigues AEC, Navarro JP. As repercussões de viver com uma colostomia temporária nos corpos: individual, social e político. Rev Eletrônica Enferm. 2011[citado em 2012 set 23];13(1):50-9. Disponível em: http://dx.doi.org/10.5216/ree.v13i1.7928.

4. Coelho AR, Santos FS, Poggetto MTD. A estomia mudando a vida: enfrentar para viver. REME- Rev Min Enferm. 2013[citado em 2013 set 13];17(2):258-67. Disponível em: http://dx.doi.org/10.5935/1415-2762.20130021

5. Batista MRFF, Rocha FCV, Silva DMG, Silva Junior FJGS. Autoimagem de clientes com colostomia em relação à bolsa coletora. Rev Bras Enferm. 2011 [citado em 2015 abr 08];64(6):1043-7. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672011000600009&lng=en. Doi:10.1590/S0034-71672011000600009.

6. Garcia TR. Nóbrega MML. Processo de enfermagem: da teoria à prática assistencial e de pesquisa. Esc Anna Nery Rev Enferm. 2009 [citado em 2013 ago 13]; 13(1):188- 93. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ean/v13n1/v13n1a26.pdf

7. Horta WA. Processo de enfermagem. São Paulo: EPU; 1979.

8. Barra DCC, Sasso GTMD. Processo de enfermagem conforme a classificação internacional para as práticas de enfermagem: uma revisão integrativa. Texto Contexto Enferm. 2012[citado em 2013 ago 13];21(2):440-7. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0104-07072012000200024

9. Leite FMC, Ferreira FM, Cruz MSA, Lima EFA, Primo CC.. Diagnósticos de enfermagem relacionados aos efeitos adversos da radioterapia.. REME- Rev Min Enferm. 2013[citado em 2014 jan 14];17(4):940-51. Disponível em: http://www.reme.org.br/artigo/detalhes/897 Doi: 10.5935/1415-2762.20130068

10. Conselho Internacional de Enfermeiros. CIPE Versão 1: Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem. São Paulo: Algol Editora; 2007.

11. Conselho Internacional de Enfermeiros. CIPE, Versão 2013: Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem. [citado em 2013 ago 24]. Disponível em: http://www.icn.ch/images/stories/documents/pillars/Practice/icnp/translations/icnp-Brazil-Portuguese_translation.pdf.

12. International Council of Nurses. Guidelines for ICNP® catalogue development. Geneva: ICN; 2008.

13. Bellato R, Maruyama SAT, Silva CM, Castro P. A condição crônica ostomia e as repercussões que traz para a vida da pessoa e sua família. Ciênc Cuid Saúde. 2007[citado em 2012 ago 04];6(1):40-50. Disponível em: http://dx.doi.org/10.4025/cienccuidsaude.v6i1.4971

14. Carpenito-Moyet LJ. Planos de cuidados de enfermagem e documentação: diagnósticos de enfermagem e problemas colaborativos. 5ª ed. Porto Alegre: Artmed; 2011.

15. Attolini, RC, Gallon CW. Qualidade de vida e perfil nutricional de pacientes com câncer colorretal colostomizados. Rev Bras Coloproct. 2010[citado em 2014 abr 08];30(3):289-98. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-98802010000300004&lng=en. Doi:10.1590/S0101-98802010000300004

16. Silva AL, Shimizu HE. O significado da mudança no modo de vida da pessoa com estomia intestinal definitiva. Rev Latino-Am Enferm. 2006[citado em 2014 abr 08];14(4):483-90. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-11692006000400003&lng=en Doi:10.1590/S0104-11692006000400003.

17. Violin MR, Sales CA. Experiências cotidianas de pessoas colostomizadas por câncer: enfoque existencial. Rev Eletrônica Enferm. 2010 [citado em 2013 ago 04];12(2). Disponível em: http://www.revistas.ufg.br/index.php/fen/article/view/5590

18. Santana J, Dutra B, Tameirão M, Silva P, Moura I, Campos A. O significado de ser colostomizado e participar de um programa de atendimento ao ostomizado. Cogitare Enferm. 2010[citado em 2014 jul 13];15(4):631-8. Disponível em: http://dx.doi.org/10.5380/ce.v15i4.20358

19. Cesaretti IUR, Santos VLCG, Schiftan SS, Vianna LAC. Irrigação da colostomia: revisão acerca de alguns aspectos técnicos. Acta Paul Enferm. 2008 [citado em 2015 abr 08];21(2):338-44. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21002008000200017&lng=en. Doi:10.1590/S0103-21002008000200017.

20. Paula MAB, Takahashi RF, Paula PR. Os significados da sexualidade para a pessoa com Estoma Intestinal Definitivo. Rev Bras Coloproct. 2009[citado em 2015 abr 08];29(1):77-82. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-98802009000100011&lng=en. Doi:10.1590/S0101-98802009000100011.

21. Freitas MRI, Pelá NTR. Subsídios para a compreensão da sexualidade do parceiro do sujeito portador de colostomia definitiva. Rev Latino-Am Enferm. 2000 [citado em 2015 abr 08];8(5):28-33. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-11692000000500005&lng=en. Doi:10.1590/S0104-11692000000500005

22. Toth PE. Ostomy care/rehabilitation in colorectal cancer. Semin Oncol Nurs. 2006[citado em 2015 apr 08];22(3):174-7. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/16893746

23. Silva PO, Gorini MIPC. Diagnósticos de enfermagem do paciente com neoplasia colorretal em tratamento quimioterápico - uma pesquisa qualitativa. OBJN. 2008[citado em 2013 out 04];7(2). Disponível em: http://www.objnursing.uff.br/

24. Lins SMSB, Santo FHE, Fuly PSC, Garcia TR. Subconjunto de conceitos diagnósticos da CIPE® para portadores de doença renal crônica. Rev Bras Enferm. 2013[citado 2015 abr 08]; 66(2):180-9. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672013000200005&lng=en. Doi:10.1590/S0034-71672013000200005.

25. Garcia TR, Nóbrega MML. A terminologia CIPE® e a participação do Centro CIPE® brasileiro em seu desenvolvimento e disseminação. Rev Bras Enferm. 2013[citado em 2015 abr 08];66(spe):142-50. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672013000700018&lng=en. Doi:10.1590/S0034-71672013000700018

26. Carvalho MWA, Nobrega MML, Garcia TR. Processo e resultados do desenvolvimento de um Catálogo CIPE® para dor oncológica. Rev Esc Enferm USP. 2013[citado em 2015 out 13];47(5):1060-7. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0080-623420130000500008

27. Araújo AA, Nóbrega MML, Garcia TR. Diagnósticos e intervenções de enfermagem para pacientes portadores de insuficiência cardíaca congestiva utilizando a CIPE®. Rev Esc Enferm USP. 2013[citado em 2015 out 13];47(2): 385-92. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0080-62342013000200016.

Logo REME

Logo CC BY
Todo o conteúdo da revista
está licenciado pela Creative
Commons Licence CC BY 4.0

GN1 - Sistemas e Publicações