REME - Revista Mineira de Enfermagem

ISSN (on-line): 2316-9389
ISSN (Versão Impressa): 1415-2762

QUALIS/CAPES: B1
Periodicidade Continuada

Enfermagem UFMG

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Volume: 19.3 DOI: http://www.dx.doi.org/10.5935/1415-2762.20150059

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Revisão Sistemática

Revisão integrativa das características definidoras do diagnóstico de enfermagem: disposição para resiliência melhorada em ostomizados

Integrative review of the defining characteristics in the nursing diagnosis: willingness to improved resilience in ostomized patients

Marjorie Dantas Medeiros Melo1; Lays Pinheiro de Medeiros1; Cintia Galvão Queiroz2; Gabriela de Souza Martins Melo3; Samilly Márjore Dantas Liberato4; Isabelle Katherinne Fernandes Costa3

1. Enfermeira. Mestranda do programa de Pós Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN. Natal, RN - Brasil
2. Acadêmica do Curso de Enfermagem da UFRN. Natal, RN - Brasil
3. Enfermeira. Doutora. Professora Adjunta do Departamento de enfermagem da UFRN. Natal, RN - Brasil
4. Enfermeira. Mestre. Hospital Universitário Onofre Lopes. Natal, RN - Brasil

Endereço para correspondência

Isabelle Katherinne Fernandes Costa
E-mail: isabellekfc@yahoo.com.br

Submetido em: 04/02/2015
Aprovado em: 06/08/2015

Resumo

OBJETIVO: identificar na literatura científica as características definidoras do diagnóstico de enfermagem "disposição para resiliência melhorada" em estudos desenvolvidos com pessoas ostomizadas.
MÉTODO: trata-se de revisão integrativa da literatura realizada nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde, Medical Literature Analysis and Retrieval System Online, Índice Bibliográfico Espanhol de Ciências da Saúde, PubMed Central, Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature, Web Of Science e SciVerse Scopus, utilizando-se os descritores não controlados do vocabulário Medical Subject Headings (MeSH): "Ostomy", "Resilience", "Adaptation Psychological" e "Quality of life". Os critérios de inclusão foram: artigos científicos disponíveis na íntegra; nas línguas, português, inglês e espanhol; com faixa etária acima de 18 anos, publicados entre 2009 e 2014; que apresentassem nos seus resultados pelo menos uma característica definidora do diagnóstico de enfermagem estudado. Após a análise, a amostra final foi composta de nove artigos.
RESULTADOS: predominaram estudos internacionais, com nível de evidência VI. Em relação às características definidoras, 10 das 17 características presentes na NANDA Internacional para o diagnóstico de enfermagem "disposição para resiliência melhorada" foram encontradas na literatura.
CONCLUSÃO: em estudos com população ostomizada, foram encontradas características definidoras apresentadas na referida taxonomia para o diagnóstico "disposição para resiliência melhorada".

Palavras-chave: Diagnóstico de Enfermagem; Ostomia; Resiliência Psicológica; Adaptação Psicológica; Qualidade de Vida.

 

INTRODUÇÃO

Ostomia é uma abertura cirúrgica no abdome, realizada com fins terapêuticos para eliminação de fezes e/ou urina. As ostomias digestivas são subdivididas em dois tipos de acordo com o segmento a ser exteriorizado: ileostomia (abertura no íleo) e colostomia (abertura no cólon) e podem ser classificadas como temporárias ou definitivas.1

De acordo com a United Ostomy Associations of America (UOAA), estima-se que no ano de 2013 existiam mais de 750 mil ostomizados e 120 mil novas cirurgias foram realizadas anualmente nos Estados Unidos da América (EUA). Segundo a Associação Brasileira de Ostomizados, no ano de 2007 no Brasil havia o registro de 33.864 pessoas portadores de ostomia.2-3

Pacientes submetidos à realização de ostomia costumam apresentar seus padrões sociais e psicológicos alterados, em decorrência de uma perspectiva de vida alterada, devido à mudança na sua imagem corporal, nos hábitos de eliminação, alimentação e higiene, entre outros.4

A adaptação à cirurgia de ostomia varia de um indivíduo para o outro. Para alguns, será um problema, para outros, um desafio. Cada paciente irá se adaptar fisica e psicologicamente à sua maneira e em seu próprio tempo. Para ajudar no processo de adaptação, é de fundamental importância que a equipe multiprofissional envolvida no processo de cuidar dê o suporte necessário às demandas de: autocuidado, autoestima, imagem corporal, sexualidade e resiliência.2

O termo "resiliência" significa a capacidade que o indivíduo tem para se adaptar e responder de forma positiva às experiências que possuem elevado potencial de risco para sua saúde e desenvolvimento.5 Em concordância com isso, a NANDA Internacional (NANDA-I) conceitua o diagnóstico de enfermagem (DE) "disposição para resiliência melhorada" como padrão de respostas positivas a uma situação ou crise adversa que é suficiente para otimizar o potencial humano e pode ser reforçado.6

O que sustenta a identificação de um DE de promoção da saúde são as características definidoras identificadas a partir da análise dos dados subjetivos e objetivos colhidos durante a primeira etapa do processo de enfermagem.6

O uso dos DEs evidencia o raciocínio clínico do enfermeiro diante da necessidade manifestada pelos pacientes. No contexto das pessoas ostomizadas, a resiliência deve ser foco da atenção dos enfermeiros e para o correto uso da linguagem diagnóstica é preciso identificar se as características definidoras presentes na taxonomia se relacionam a essa população.

A enfermagem, mediante o conhecimento técnico e científico, é capaz de auxiliar na reabilitação de pessoa com ostomia, à sua nova condição de vida, além de desenvolver o ensino-aprendizagem para o autocuidado, buscando a melhora na qualidade de vida dessa população.7

Nesse sentido, faz-se necessário o desenvolvimento de estratégias de enfrentamento que possibilitem a esses indivíduos tornarem-se resilientes, adaptados psicologicamente frente à sua nova situação de vida.

Diante do exposto, objetivou-se neste estudo identificar na literatura as características definidoras do diagnóstico de enfermagem "disposição para resiliência melhorada" em estudos desenvolvidos com pessoas ostomizadas.

 

METODOLOGIA

Trata-se de revisão integrativa de literatura, realizada partindo-se da elaboração de um protocolo de pesquisa, com vistas ao planejamento e sistematização, contendo as seguintes informações: tema da revisão, objetivo, questão norteadora, estratégias de busca, bases de dados, descritores adotados na busca, cruzamentos dos descritores, critérios de inclusão e de exclusão, estratégias para coleta dos dados dos estudos, estratégia para avaliação crítica e estratégia para síntese dos dados.

Para a construção deste estudo utilizaram-se as seguintes etapas: identificação do tema e seleção da questão de pesquisa, estabelecimento de critérios para inclusão e exclusão de estudos, identificação dos estudos pré-selecionados e selecionados, categorização dos estudos, análise e interpretação dos resultados e apresentação da revisão/síntese do conhecimento.8

Para conduzir esta revisão, formulou-se a seguinte questão norteadora: quais características definidoras relacionadas ao diagnóstico de enfermagem "disposição para resiliência melhorada" em pessoas com ostomias são encontradas na literatura? A etapa de estratégia de busca ocorreu nos meses de julho a agosto de 2014 nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Índice Bibliográfico Espanhol de Ciências da Saúde (IBECS), PubMed Central, Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature (CINAHL), Web Of Science e SciVerse Scopus (SCOPUS).

Durante o levantamento das publicações, foram utilizados descritores não controlados do vocabulário Medical Subject Headings (MeSH), na língua inglesa: "Ostomy"; "Resilience","Adaptation Psychological" e "Quality of life". Ao realizar o cruzamento com o descritor "Resilience", poucos estudos relevantes foram encontrados. Em razão disso, adotou-se também o descritor "Adaptacion Psychological", por ser sinônimo nos descritores em Ciências da Saúde (DeCS) - Terminologia em Saúde.

A opção por descritores não controlados ocorreu em virtude da quantidade limitada de publicações referentes ao objetivo deste estudo. O cruzamento desses descritores ocorreu a partir do operador booleano AND, sendo essa uma combinação.

Foram incluídos na pesquisa os estudos que obedeceram aos seguintes critérios: artigos científicos disponíveis na íntegra; nas línguas, português, inglês e espanhol; com faixa etária acima de 18 anos, publicados entre 2009 e 2014; que apresentassem nos seus resultados pelo menos uma característica definidora do diagnóstico de enfermagem estudado. Foram excluídos os estudos em formato de editorial, carta ao editor e revisão de literatura.

O procedimento de seleção dos estudos foi executado por dois pesquisadores, de forma independente, a partir de um instrumento de coleta de dados proposto e validado por Ursi9, que congrega os componentes a seguir: título, autor, base de dados, periódico, ano de publicação, país, forma de abordagem, natureza do estudo, objetivo, indicador, nível de evidência e população do estudo na análise dos títulos e resumos das publicações. Posteriormente, houve reunião para definição dos artigos que seriam lidos na íntegra entre os estudos selecionados previamente, partindo do consenso entre a dupla.

Com a aplicação dos descritores do estudo, localizou-se o total de 702 artigos nas sete bases de dados pesquisadas. Após análise em todas as bases e seus respectivos cruzamentos, 60 artigos foram excluídos por estarem duplicados. Em seguida, realizou-se a leitura dos títulos e resumos, selecionando 41 estudos considerados potencialmente relevantes. Após análise crítica, 33 estudos foram selecionados para leitura na íntegra. Depois de exaustiva leitura, verificou-se que nove artigos respondiam ao objetivo deste estudo e compuseram a amostra final da revisão, sendo cinco da SCOPUS, dois da MEDLINE, um da LILACS e um da CINAHL (Tabela 1).

 

 

Os artigos selecionados foram classificados em relação ao nível de evidência, sendo empregado um sistema de classificação composto de sete níveis: nível I - evidências oriundas de revisões sistemáticas ou metanálise de relevantes ensaios clínicos; nível II - evidências derivadas de pelo menos um ensaio clínico randomizado controlado bem delineado; nível III - ensaios clínicos bem delineados sem randomização; nível IV - estudos de coorte e de caso-controle bem delineados; nível V -revisão sistemática de estudos descritivos e qualitativos; nível VI - evidências derivadas de um único estudo descritivo ou qualitativo; e nível VII - opinião de autoridades ou relatório de comitês de especialistas.10

Quanto aos aspectos éticos dos estudos, respeitou-se a autoria de todos os artigos estudados. Quanto aos aspectos éticos dos estudos, respeitou-se a autoria de todos os artigos estudados.

 

RESULTADOS

Das sete bases de dados pesquisadas, a Web of Science e a PubMed não acrescentaram estudos à amostra. Predominaram 7 (88,9%) estudos descritivos, 3 (33,3%) publicados em 2014, 5 (55,5%) realizados nos Estados Unidos da América - EUA e todos 9 (100,00%) com nível de evidência VI. (Tabela 2).

 

 

Em relação às características definidoras, 10 das 17 características presentes no diagnóstico de enfermagem "disposição para resiliência melhorada" foram encontradas na literatura. Identifica os recursos disponíveis - nove (100,0%); identifica sistemas de apoio - cinco (55,5%); demonstra aparência positiva - cinco (55,5%); e acesso a recursos - quatro (44,4%) foram as mais prevalentes nos estudos. A Tabela 3 descreve a distribuição dos estudos de acordo com as características definidoras encontradas.

 

 

Sobre a população-alvo abordada nos estudos, houve predomínio de pacientes ostomizados por pelo menos cinco anos pós-diagnóstico - três (33,3%); e pacientes ostomizados por dois meses ou mais - três (33,3%); seguidos de tempo de ostomia indeterminado - dois (22,2%); e pacientes com ostomia há menos de um ano - um (11,1%) (Tabela 4).

 

 

DISCUSSÃO

Nesta pesquisa, predomínio de estudos classificados com nível de evidência, caracterizados por estudos descritivos (não experimentais) e/ou com abordagem qualitativa, que tem o propósito de analisar os textos e interpretá-los a partir da subjetividade, possibilitando narrativas ricas e ampla descrição dos resultados. Esses achados evidenciam a necessidade da realização de estudos com elevados níveis de relevância, que possam embasar a prática clínica do profissional da enfermagem, em especial em relação aos pacientes ostomizados, visto que cresce a cada ano o número de procedimentos associados à estimativa da taxa de incidência do câncer colorretal de 30.660 novos casos em 2014.20,9

A predominância dos EUA quanto à localização dos estudos revela a frequência de pesquisas internacionais sobre a temática em questão. Esse fato é esclarecido devido à maioria das bases pesquisadas serem internacionais, assim como o uso dos descritores na língua inglesa para realização deste estudo.

As características definidoras "identifica os recursos disponíveis", "identifica os sistemas de apoio" e "envolve-se nas atividades" presentes no DE "disposição para resiliência melhorada" foram as mais presentes na literatura, destacando a importância dessas evidências para o processo de resiliência do paciente ostomizado.

Conviver com uma ostomia exige do paciente a adoção de inúmeras medidas de adaptação e reajustamento, como a aprendizagem do autocuidado e a manipulação de dispositivos. Buscar sistemas de apoio é primordial para a restauração da independência e autoconfiança dos pacientes ostomizados.18,21

Corroborando a afirmação anterior, uma das estratégias utilizadas pelas pessoas ostomizadas no seu processo adaptativo é a busca da informação acerca da sua doença, seja com a orientação dos profissionais da área da saúde ou com a participação em grupos de apoios que possibilitam a troca de experiência entre os ostomizados.22-23

O sistema de grupos de apoio a pessoas com ostomia, permite ao indivíduo falar abertamente sobre seus medos e aflições, possibilitando-os perguntar sobre questões pertinentes ao seu tratamento, aos enfermeiros estomoterapeutas e a outros pacientes ostomizados, construindo laços de confiança entre a equipe de saúde e o grupo, fazendo-os perceber que não estão sozinhos, restabelecendo desse modo as relações sociais a partir de conversas simples, envolvendo-se em atividades propostas pelo grupo, o que se torna muito benéfico em sua jornada para recuperação física e adaptação psicológica.24-25

A consulta de enfermagem é essencial para readaptação dos pacientes, pois além de oferecer o suporte necessário para o tratamento oferece um sentido, guiando o paciente para aceitação pela compreensão das alterações ocorridas no próprio corpo. Os ostomizados que apareciam frequentemente às consultas de enfermagem são exatamente aqueles que tiveram a melhor adaptação à ostomização. Vários estudos corroboram essa afirmativa, mostrando que o profissonal da enfermagem foi fundamental na recuperação terapêutica.18, 25-27

Identificar os recursos disponíveis e a garantia do acesso a eles, como os equipamentos específicos, fornece segurança para os ostomizados ao saberem que há bolsas disponíveis e materiais de qualidade para realizarem seu cuidado, o que influencia positivamente a autonomia pessoal.27

Outro importante recurso é a busca de força na fé religiosa, propiciando aos pacientes resiliência e melhora na qualidade de vida. O bem-estar espiritual é peça-chave no processo de resiliência dos ostomizados.28-29

A característica definidora "demonstra aparência positiva" é primordial ao se avaliar a resiliência das pessoas ostomizados, uma vez que elas se deparam com uma nova situação de vida, em que sua imagem corporal construída durante toda uma vida é destruída devido à presença de um dispositivo na parede abdominal em que fezes são coletadas continuamente, sem controle, gerando profunda alteração na autoestima.16

Nesse sentido, a demonstração de aparência positiva é fundamental para as pessoas ostomizadas, visto que aceitar o próprio corpo de maneira positiva e gradual ajudará o ostomizado a enfrentar as limitações, aceitando a situação frente à sua impotência em revertê-la, adaptando-se, assim, a viver com ostomia.30

A característica definidora "melhoras nas habilidades de enfrentamento pessoal" é de suma importância no processo de adaptação, visto que viver com ostomia não somente afeta o intestino, como também influencia a dieta e hábitos alimentares.31

Mudanças nos hábitos alimentares são citadas como estratégias para melhoria do enfrentamento pessoal, visto que as ingestões de certos alimentos causam produção excessiva de gases, resultando em desconforto social. Em razão disso, os ostomizados optam por buscarem orientações acerca dos alimentos e, a partir da nova nutrição, minimizar a emissão de gases e controlar as evacuações.32-33

Outra forma de enfrentamento pessoal de pessoas com ostomias é o uso de camisas e calças mais largas para melhor acomodar sua ostomia. Muitos partilham que renovaram seus guarda-roupas com vestimentas que atendessem às suas necessidades e, consequentemente, melhorassem sua adaptação frente à sua imagem corporal alterada.32,34

No processo de resiliência do indivíduo ostomizado, é fundamental o desenvolvimento psicológico de uma imagem corporal saudável, assim como relatos de autoestima perante sua nova situação. Porém, a literatura registra que indivíduos ostomizados têm declínio de autoestima e autoimagem, demonstrando sentimentos negativos sobre o seu próprio corpo, reforçando os achados desta pesquisa, já que a característica definidora "relata autoestima" foi encontrada em apenas um dos estudos.35-36

Adaptar-se a viver com ostomia requer um longo e contínuo processo no qual vários aspectos influenciam direta e indiretamente o resultado final. Estudo demonstra que pacientes ostomizados há mais de dois anos possuem melhor qualidade de vida, devido às diversas habilidades por eles desenvolvidas, assim como pelos aspectos psicológicos e sociais envolvidos no seu processo de adaptação.37

 

CONCLUSÃO

Após análise dos estudos, verificou-se que o diagnóstico de enfermagem "disposição para resiliência melhorada" pode ser identificado em pessoas ostomizadas, visto que das 17 características definidoras desse diagnóstico, 10 foram encontradas na literatura para tal população.

Os resultados mostraram que as características definidoras mais frequentes foram: identifica os recursos disponíveis, identifica sistemas de apoios, acesso a recursos e demonstra aparência positiva. E a população-alvo abordada em sua maioria era de pacientes ostomizados há pelo menos dois meses ou mais.

Uma das limitações da pesquisa centrou-se na escassez de publicações científicas sobre a resiliência das pessoas ostomizadas, tornando-se necessária a utilização de sinônimos para que fosse possível a realização do estudo.

Este estudo evidencia que, mediante a implantação das etapas do processo de enfermagem, é possível ampliar os cuidados dirigidos para a população dos ostomizados, identificando os diagnósticos de enfermagem pertinentes a esses indivíduos e desenvolvendo, a partir da sua formulação, planejamento e implementação de cuidados capazes de possibilitar a esses pacientes desenvolver resiliência para enfrentar de maneira positiva o novo contexto de vida no qual estão inseridos.

No âmbito da enfermagem, a formulação dos diagnósticos de promoção à saúde é fundamental para ressaltar a disposição por parte dos pacientes em alcançar um nível de bem-estar superior e, assim, ajudá-los a concretizar o potencial de saúde humana.

 

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